05:31 24 Agosto 2017
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    Bandeiras da Rússia e da União Europeia

    Opinião: Europa deve cooperar com a Rússia para combater hegemonia dos EUA

    © Sputnik/ Vladimir Sergeev
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    As nações europeias devem seguir uma linha de reaproximação à Rússia e à China, escreve o ex-premiê francês Jean-Pierre Raffarin, no seu artigo na edição francesa do Huffington Post.

    Quanto mais o Ocidente rejeita a Rússia e a cobre de sanções, mais Moscou se vira para o Oriente, escreveu Raffarin.

    As tentativas falhadas de vários líderes mundiais de estabilizar o crescimento econômico mundial e o fracasso do Ocidente em reformar as instituições internacionais (ONU, FMI, etc.) também criam a base para a cooperação sino-russa, sublinha o antigo governante francês.

    Segundo Raffarin, Moscou e Pequim têm muitos interesses comuns, inclusive nas áreas da energia, investimentos, segurança e especialmente na necessidade de combater a estratégia norte-americana de dominar o mundo e exercer pressão sobre a Europa.

    “Na realidade, vários problemas internacionais e, primeiramente, a luta contra terrorismo, devem unir as potências mundiais. É óbvio que a crítica ocidental do presidente russo Vladimir Putin e a política da China não são uma base para melhorar as relações”.

    Raffarin sublinhou especialmente que tudo isso significa uma grande responsabilidade para a Europa.

    “Hoje o argumento principal estratégico é que a China e a Rússia precisam de uma Europa forte. A política financeira de Pequim provou que o país não está interessado no colapso da zona do euro. A Rússia, por sua vez, é contra a Europa ‘americanizada’".

     O ex-premiê também acrescentou que a França deve assumir o controle da situação, a fim de não perder os seus aliados estratégicos nos próximos anos.

    Segundo ele, o triângulo Europa-Rússia-China poderia ser próspero porque cada parte tem os seus recursos humanos e naturais, possibilidades financeiras, bem como a necessidade de um aumento do emprego, da renda e da estabilidade.

    O político francês conclui notando que a questão da reaproximação sino-russa está diretamente ligada com a política independente da Europa e com a sua própria identidade.

    Tags:
    opinião, China, EUA, União Europeia, Rússia
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