04:32 25 Setembro 2021
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    A Agência Espacial Europeia (ESA) e a Agência Espacial Federal Russa (Roscosmos) continuam estudando o planeta Vermelho. Um acordo sobre isso foi assinado no âmbito do Salão Aeroespacial Internacional MAKS 2015 que se realiza na cidade de Zhukovsky, perto de Moscou.

    O programa conjunto da ESA e Roscosmos ExoMars visa buscar os vestígios de vida em Marte, o que é muito importante no processo dos preparativos para as missões tripuladas do futuro. O chefe da Roscosmos, Igor Komarov, frisou o nível alto da confiança nas relações com os parceiros europeus e confirmou que o lançamento da primeira missão do veículo de lançamento Proton vai ser realizado em janeiro de 2016. Em 2 de setembro uma nova tripulação, que incluirá o astronauta dinamarquês Andreas Mogensen, vai ser lançada a partir de Baikonur para a Estação Espacial Internacional (EEI).

    "Discutimos de forma construtiva e aberta os assuntos relacionados com as alterações do programa de voos espaciais e o funcionamento da EEI", disse Komarov no MAKS 2015. "Os projetos de exploração do espaço distante, os programas de Marte e de Lua devem ter um caráter internacional. O caráter dos trabalhos das agências espaciais obriga se distrair dos assuntos políticos", destacou o chefe da Roscosmos.

    A crise política nas relações entre a Rússia e o Ocidente não deve afetar a cooperação espacial, opina o chefe da ESA Johann-Dietrich Woerner. Na sua opinião é mais importante ter um parceiro seguro como é a Roscosmos.

    Em entrevista à radio Sputnik o chefe da ESA disse, "A nossa cooperação é muito sólida. Sabemos que precisamos uma da outra na realização das missões para Marte e Lua. Estou satisfeito com a fato de que temos tais relações. É muito importante manter os contatos especialmente nas circunstâncias de uma crise política. A ciência e a pesquisa espacial podem ser um elemento de ligação nessa situação crítica. Se nós todos queremos que o período da crise acabe, é impossível parar a cooperação. A área espacial pode ter um papel importante neste processo como foi no período da Guerra Fria, quando se realizou o projeto russo-estadunidense Soyuz-Apollo. Agora o mundo é global e a ESA pode contribuir para o estabelecimento da compreensão mútua entre diferentes países. Estou pronto a estimular isso", disse Woerner.

    Segundo os céticos, grandes programas espaciais não é o melhor investimento, particularmente, no meio da crise econômica e financeira. A ESA e a Roscosmos estão seguras de que a divisão das responsabilidades e investimentos permitirá economizar no orçamento e dará os bons resultados para o desenvolvimento futuro da ciência e indústria de todos os países que participam dos projetos espaciais.

    Tags:
    União Europeia, Rússia, Baikonur, Agência Espacial Europeia (ESA), Roscosmos, MAKS 2015, espaço, cooperação, crise
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