16:52 15 Julho 2018
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    Presidente da República Checa, Milos Zeman

    Presidente tcheco defende criação do exército unido da Europa

    © AP Photo / Thibault Camus
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    O presidente da República Tcheca Milos Zeman opina que o erro principal cometido em relação à crise migratória é a falta defesa conjunta das fronteiras da União Europeia.

    “Eu sou a favor de que a UE defenda as suas fronteiras. Quando eu falei dois anos atrás no Parlamento Europeu sobre a necessidade de criação de um exército europeu, eu vi sorrisos. E agora tal exército podia nos servir bem. Na UE só há uma organização chamada Frontex que possui três navios armados ou desarmados”, manifestou.

    “Por isso, eu opino que o principal defeito da União Europeia é falta de esforços na defesa das fronteiras conjuntas”, frisou Zeman.

    O presidente tcheco também lembrou que a República Tcheca ofereceu a sua ajuda à Itália e à Grécia mas não recebeu resposta.

    “É preciso buscar meios para pôr um obstáculo à onda migratória, nomeadamente à penetração de imigrantes ilegais e, se for possível, já nas fronteiras da nossa república. Eu apelo aos outros países a tomar tais medidas…”, manifestou.

    O vice-premiê e ministro das Finanças tcheco, Andrej Babis, por sua vez também apelou para fechar as fronteiras da zona Schengen e utilizar as estruturas da OTAN para a solução do problema da migração ilegal. 

    “As fronteiras exteriores da zona Schengen devem ser imediatamente fechadas e é preciso proteger o seu espaço do fluxo de imigrantes ilegais”, disse.

    Segundo o ponto de vista de Babis, a Macedônia e a Bulgária não têm recursos suficientes para lidar elas mesmas com o fluxo de refugiados e necessitam de ajuda por parte da OTAN.

    A Agência Europeia de Gestão da Cooperação Operacional nas Fronteiras Externas (Frontex), em 2015, 340 milhares de refugiados atingiram as fronteiras da UE, enquanto em 2014, no total havia 280 mil. A maioria dos migrantes é oriunda da Síria e Afeganistão que chegaram à Grécia através da Turquia na tentativa de escapar aos conflitos que alastram pelo Oriente Médio e pelo Norte da África.

    Tags:
    crise migratória, refugiados, Milos Zeman, União Europeia, República Tcheca
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