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    Migrantes ficam à espera de comida distribuída por voluntários macedônios na estação ferroviária em Gevgelija, na fronteira entre Macedônia e Grécia. 4 de agosto de 2015

    Reino Unido apresenta novas propostas para combater imigração

    © AFP 2019 / Dimitar Dilkoff
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    O governo britânico anunciou nesta terça-feira (25) novas propostas contra a imigração irregular que incluem condenação de até seis meses de cárcere para trabalhadores que não tem permissão para morar no Reino Unido.

    A reforma fará parte do novo projeto de lei de imigração que a administração conservadora de David Cameron introduzirá no Parlamento de Westminster em outono.

    Em entrevista à agência Sputnik, o advogado britânico Usman Sheikh, especializado em questões de imigração e de extradição, afirmou que “são medidas excessivas, injustas e desproporcionadas”. 

    As propostas legislativas visam tanto o trabalhador quanto o empregador para contratar trabalhadores sem documentos regulares, e, assim, pretendem reduzir o fluxo de imigrantes para o país através de canais não oficiais.

    “Atuaremos para impedir que os que estão aqui ilegalmente consigam trabalho, aluguem um apartamento, abram uma conta bancária ou conduzam um veículo”, disse o secretário de Estado para a imigração, James Brokenshire, ao anunciar as propostas. 

    As sanções previstas incluem um novo crime de "emprego ilegal" que permite que os juízes imponham sentenças de até seis meses de prisão.

    Além disso, as autoridades podem confiscar salários e poupanças irregulares descobertas em uma local de trabalho.

    Os empregadores, por sua vez, devem demonstrar a verificação periódica da nacionalidade ou da autorização de trabalho dos seus empregados.

    A lei já pune empresas com multas de até 20 mil libras por empregar trabalhadores ilegalmente. No entanto, segundo o advogado Usman Sheikh, estas regras são aplicadas com pouca frequência e duvida que comecem a ser implementadas a partir de agora. 

    "Amplos setores da economia britânica dependem de pessoas que não têm direito de residência no Reino Unido e realizam limpeza, cuidam de idosos, ou trabalham como operários em construções que os britânicos não querem fazer", afirma o advogado. 

    Segundo ele, “as propostas do governo não se dirigem a controlar a imigração, mas facilitar a exploração dos imigrantes, se é permitido que eles permaneçam no país, lhes privam todos os direitos”. 

    Sheikh disse estar convencido de que o endurecimento da legislação “não dissuadirá a imigração porque a realidade é que muitos vêm ao Reino Unido porque se sentem desesperados e confiam no fato de não serem detectados pelas autoridades”. 


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    Tags:
    trabalho, imigrantes, refugiados, Reino Unido
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