10:43 29 Março 2020
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    A Coreia do Norte está se preparando para lançar mísseis de alcance curto e médio, informa a agência noticiosa sul-coreana Yonhap na sexta-feira, citando uma fonte no governo em Seul.

    Segundo as informações, Pyongyang fez todos os preparativos necessários para lançar dois mísseis: um Scud (de curto alcance) e um Nodong (de médio alcance). Mais cedo, a Coreia do Norte lançou um ultimato de 48 horas exigindo desmontar os altifalantes na zona desmilitarizada que a Coreia do Sul usa para realizar emissões com críticas à Coreia do Norte. 

    “Há sinais de que a Coreia do Norte preparou-se para lançar um míssil Scud de alcance curto perto da cidade de Wonsan no nordeste do país e um míssil Nodong de alcance médio na província de Hamgyong Norte’, informa a fonte. 

    O interlocutor da agência esclareceu que tais conclusões foram tiradas da análise dos dados recolhidos pelo sistema de radar conjunta da Coreia do Sul e os EUA.

    A situação na península Coreana agravou drasticamente depois da troca de tiros de artilharia entre as duas Coreias. A Coreia do Sul afirmou que alegadamente a Coreia do Norte lançou dois projetis. Pyongyang nega este fato e insiste que o tiroteio fosse realizado por parte da Coreia do Sul. Depois disso a Coreia do Norte lançou um ultimato de 48 horas exigindo desmontar altifalantes na zona desmilitarizada que a Coreia do Sul usa para realizar transmissões com críticas à Coreia do Norte. Na sexta-feira de manhã vinha a ser conhecido que Kim Jong-un tem ordenado pôr o exército norte-coreano em estado da prontidão militar. A Coreia do Sul respondeu que não vai cessar emissões e está pronta a retaliar.

    História do conflito

    As tenções político-militares atuais na península Coreana entre duas Coreias com diferentes regimes de poder começaram ainda no início dos anos 1950, e até já resultaram em uma guerra que começou em 25 de junho de 1950. Nos confrontos armados ao lado da Coreia do Sul combateram tropas das Forças Armadas dos EUA e outros 15 países que agiram sob a bandeira das forças multinacionais da ONU, e a Coreia do Sul foi apoiada pelas Forças Armadas da China e da União Soviética.

    Em 1953 a guerra entrou em uma fase estática, e em 27 de julho de 1953 foi assinado o Acordo de cessar-fogo, que dividiu a Coreia do Sul e a Coreia do Norte pela linha de demarcação militar, com zonas desmilitarizadas de largura total de quatro quilómetros aos lados desta linha.

    Formalmente a península Coreana continua em estado de guerra, porque um acordo de paz nunca foi assinado. Os encontros de alto nível dos líderes das duas Coreias que foram realizados nos anos 2000 e 2007 em Pyongyang não trouxeram resultado.

    As relações entre as duas Coreias também deterioraram-se muito em 2013, durante a realização de anuais exercícios militares dos EUA e da Coreia do Sul Key Resolve e Foal Eagle. No entanto, Pyongyang anunciou a sua retirada do acordo de cessar-fogo com Seul e sobre a possibilidade de confrontos armados com o uso de armas nucleares.

    A Coreia do Norte tinha sido o alvo de sanções das Nações Unidas devido a testes nucleares subterrâneos em 2006, 2009 e 2013. Além disso, os EUA e a China introduziram e depois várias vezes ampliaram sanções contra o país, que incluem a proibição de todos os testes de mísseis balísticos e nucleares e incidem sobre a importação e exportação de materiais e equipamentos relacionados.

    No início de 2015 a líder sul-coreana, Park Geun-hye, declarou que Seul está pronta para negociações com Pyongyang, mas a parte norte-coreana exigiu o levantamento das sanções. No entanto, a presidente sul-coreana afirmou que não aceitaria as condições propostas pela Coreia do Norte e instou o regime de Kim Jong-un a tomar medidas concretas para a desnuclearização.

    Tags:
    exército, mísseis, crise, Park Geun-hye, Kim Jong-un, Pyongyang, EUA, Coreia do Sul, Coreia do Norte
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