03:45 24 Setembro 2017
Ouvir Rádio
    Tomates proibidos a entrar a Rússia foram destruídos na fronteira com a Bielorrússia, na região da cidade de Smolensk

    Rússia vetará alimentos de países que se juntem às sanções

    © Sputnik/ Viktor Tolochko
    Mundo
    URL curta
    71028251

    O vice-primeiro ministro russo, Arkady Dvorkovich, declarou nesta quarta-feira (19) que Moscou continuará aplicando o veto a alimentos de países que se juntarem às sanções contra a Rússia.

    "Se as sanções contra a Rússia forem atenuadas estudaremos a possibilidade de reduzir as medidas de resposta; se as sanções foram reforçadas, veremos o que se pode fazer", disse ele, 

    O vice-primeiro-ministro frisou que a análise é realizada separadamente para cada país ao determinar as medidas de resposta a serem impostas.

    “Por exemplo, Moldávia e Geórgia, não se juntaram a todas as sanções, portanto não impusemos amplas medidas de resposta”, explicou. 

    Dvorkovich acrescentou que a lista de produtos vetados não será modificada consideravelmente. Segundo ele, alguns alimentos poderão ser excluídos, como aconteceu anteriormente, outros irão ser agregados à lista. 

    Em agosto 2014, a Rússia limitou a importação de alguns alimentos de países que aplicaram sanções contra Moscou por conta da crise na Ucrânia. 

    Em julho deste ano, Montenegro, Albânia, Islândia, Lichtenstein, Noruega e Ucrânia apoiaram a extensão das sanções antirrussas por parte da União Europeia até o dia 31 de janeiro de 2016.

    As sanções foram impostas pela UE como resultado de uma suposta participação russa no conflito ucraniano. Em resposta, a Rússia restringiu a importação de produtos alimentares de países que impuseram as sanções.

    Empresas de países como Noruega, Alemanha, Suíça, França e Polônia estão insatisfeitas com os resultados econômicos das medidas restritivas à Rússia. De acordo com um estudo divulgado pelo Instituto Austríaco de Pesquisas Econômicas (WIFO) em julho, a União Europeia poderia perder até US$ 114 bilhões devido às sanções contra a Rússia, se não houver alteração nas relações.

    Moscou negou em diversas ocasiões participação no conflito ucraniano, que se arrasta desde os primeiros meses de 2014.

     

    Mais:

    Sanções são benéficas para a agricultura russa
    "Sanções antirrússia são impostas contra vontade da maioria dos países europeus"
    Moscou e Budapeste realçam boas relações mesmo com as sanções à Rússia
    Kremlin: sanções destroem relações entre Washington e Moscou
    Opinião: Itália sofre com as sanções antirussas
    Tags:
    sanções, alimentos, Arkady Dvorkovich, União Europeia, Ucrânia, Rússia
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik