15:47 25 Setembro 2017
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    Papa Francisco, líder mundial da Igreja Católica Romana

    Jornal argentino garante Papa Francisco entre os finalistas do Nobel da Paz

    © AP Photo/ Alessandra Tarantino
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    O trabalho pela reaproximação diplomática entre os EUA e Cuba após 50 anos de separação rendeu ao Papa Francisco a colocação na lista de 20 finalistas ao Prêmio Nobel da Paz. É o que garante o jornal argentino La Nacion, citando fontes do instituto norueguês.

    Esta é a terceira vez que o Papa Francisco foi indicado para a honraria. Diversas organizações de todo o mundo recomendaram o Pontífice. Ao todo, segundo o Instituto Nobel, o processo de escolha começou com 276 candidatos, sendo 49 entidades e 227 pessoas. O número deste ano se aproximou bastante recorde alcançado no ano passado, quando houve 278 candidaturas.

    O Prêmio Nobel foi instituído em 1901, mas nenhum Papa saiu vencedor. O atual pontífice, além de seu trabalho de reaproximação entre os EUA e Cuba, tem obtido reconhecimento internacional por seu trabalho religioso e diplomático. O último exemplo veio, na segunda-feira (16), quando as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) oficializaram um pedido para se encontrar com Francisco em Cuba durante sua visita à ilha.

    Havana sedia as negociações de paz entre as FARC e o governo colombiano. O grupo e as autoridades da Colômbia já manifestaram o desejo de que o Papa participasse do processo. O Vaticano, porém, divulgou nesta quarta-feira que a agenda do Pontífice não permitirá o encontro desta vez, mas pediu que fosse encontrada uma maneira para que ele possa dar a sua contribuição.

    O líder da Igreja Católica também se empenha na defesa das questões ambientais, sobre o que lançou a chamada encíclica verde, chamando todos os fieis para assumirem suas responsabilidades com a ecologia, e defendeu o fim das armas nucleares.

    O vencedor do Prêmio Nobel da Paz 2015 será conhecido no próximo dia 9 de outubro. No ano passado, foram agraciados conjuntamente o ativista indiano Kailash Satyarthi e a jovem paquistanesa Malala Yousafzai, atualmente com 18 anos, por suas lutas pelo direito das crianças à educação.

    Tags:
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