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    Este domingo, 16 de agosto, se assinam três anos desde que o fundador de WikiLeaks, Julian Assange, recebeu asilo político na embaixada de Equador em Londres (Reino Unido).

    O Equador decidiu ajudar Assange a evitar a prossecução dos EUA após considerar evidências que provaram que ele foi alvo de perseguição por motivos políticos. 

    Nos Estados Unidos Assange provavelmente enfrentará vários processos de acusação por espionagem.

    A placa da Embaixada do Equador em Londres
    © AFP 2021 / BEN STANSALL
    A placa da Embaixada do Equador em Londres
    Julian Paul Assange nasceu em 3 de julho de 1971 na cidade de Townsville, Austrália.

    Ele estudou matemática e física em várias universidades australianas, mas nunca se formou. A sua carreira de hacker começou quando ele tinha 16 anos de idade, altura em que, juntamente com seus amigos, criou a organização chamada Worms Against Nuclear Killers (WANK, Vermes contra Assassinos Nucleares). A organização tornou-se famosa em 1989 após a sigla WANK ter aparecido na rede de computadores da NASA antes do pouso da espaçonave Atlantis.

    Os hackers da WANK obedeciam às seguintes regras: “Não causar danos aos sistemas de computadores invadidos, não alterar a informação nos sistemas e partilhar a informação.”

    Em 2006 Assange fundou o site WikiLeaks, que publica materiais segredos expondo a corrupção e crimes. Inicialmente, o alvo do site era descobrir e tornar públicos os casos de corrupção na Ásia Central, na China e na Rússia, mas o WikiLeaks também publicava muitas matérias sobre crimes do governo e empresas ocidentais. Assange foi o líder do grupo de nove coordenadores do site, mas ele não se considerava “fundador”, mas só “editor-chefe”.

    O WikiLeaks publicou aproximadamente 600 mil documentos do Departamento de Estado norte-americano e das Forças Armadas dos EUA que revelavam como o país agiu nas guerras do Iraque, do Afeganistão e em questões diplomáticas. Os documentos também revelam a extensão da cooperação da NSA e da GCHQ (Government Communications Headquarters, serviço secreto inglês) na espionagem contra outros países aliados.

    Em 2010, as autoridades suecas formalizaram acusações contra Assange por coerção sexual e estupro. 

    Até o momento, os investigadores suecos não interrogaram ainda Assange, argumentando que a sua deslocação a Londres com este objetivo seria “contraproducente”.

    Tags:
    espionagem, asilo político, WikiLeaks, Julian Assange, Reino Unido, EUA
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