16:10 20 Agosto 2017
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    Sobreviventes de um naufrágio no Mediterrâneo.

    Comissário europeu: Mundo enfrenta a pior crise de refugiados desde a II Guerra Mundial

    © AP Photo/ Carmelo Imbesi
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    O comissário europeu para as Migrações, o grego Dmitris Avramopoulus, afirmou nesta sexta-feira (14), em Bruxelas, que o mundo encontra-se diante da pior crise de refugiados desde a II Guerra Mundial.

    Segundo ele, a Europa não está conseguindo administrar o grande fluxo de pessoas que chegam fugindo de seus países. Avramopoulus afirmou que o continente foi construído sobre o princípio de solidariedade com os que precisam e que estes seres humanos desesperados necessitam de apoio.

    “O que temos de fazer é organizar o nosso sistema para enfrentar este problema de forma decente e civilizada”, destacou o comissário.

    Avramopoulus relatou que a Grécia recebeu 50 mil pedidos de asilo no mês passado, mais de oito vezes mais do que os 6 mil de 2014. Ele contou que esteve esta semana em Atenas e na ilha grega de Kos, no Mar Egeu, onde refugiados da Síria e do Afeganistão estão sofrendo com a falta de lugar para ficarem, e que viajará nos próximos dias para a Turquia, ponto de partida de muitas pessoas que rumam para a Grécia.

    Outro lugar que será visitado pelo comissário é Calais, na França. Por lá, imigrantes entram no Eurotúnel na tentativa de chegar ao Reino Unido. Ele também expressou preocupação com a Hungria, que recebeu 35 mil pedidos de asilo em julho e onde muitos sírios e afegãos chegam pela Rota dos Balcãs.

    Já a Organização Internacional para as Migrações (OIM) divulgou que o número de imigrantes que chegou à Europa este ano é de quase 240 mil pessoas, bem perto de todo 2015, quando 278 mil foram para o continente. O organismo informou que 102 mil imigrantes vindos da Líbia atravessaram o Mar Mediterrâneo desde janeiro pelo Canal da Sicília e destacou que mais de 2,3 mil morreram na travessia.

    O grande quantitativo de pessoas fugindo da Líbia se deve pela instabilidade no país, instaurada com a fragmentação do poder líbio após a coalizão liderada pela OTAN ter derrubado o presidente Muammar Khaddafi em 2011.

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