01:16 20 Outubro 2018
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    Manifestação política na Suécia.

    Adesivos claros – sinal de racismo na Suécia?

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    Sveriges Radio, uma rádio estatal sueca, acusou as farmácias suecas de racismo. O motivo é que elas vendem curativos demasiado claros, sem ter em conta a população morena ou negra, escreve o jornal Fria Tider.

    Os ativistas fazem notar que nas farmácias se pode encontrar curativos de cores diferentes, com imagens, mas o que provoca reprovação são os adesivos cor de pele.

    A onda de indignação em relação aos curativos “racistas” foi iniciada por Paula Dahlberg, representante das forças de esquerda, colombiana, adotada algum tempo atrás por uma família sueca. Em seu blog, ela disse que os adesivos claros representavam um “racismo quotidiano”, diz o Fria Tider.

    Falando à Sveriges Rádio, Dahlberg se queixou de ter que buscar curativos transparentes porque não se vendem curativos adequados ao seu tom de pele.

    Eva Fernvall, chefe do departamento das relações públicas das farmácias estatais Apoteket, teve que pedir desculpas publicamente porque a direção não tinha comprado curativos para os “novos suecos”:

    ”Temos um pouco de vergonha porque nós mesmos não pensamos nisso”, disse ela, prometendo que a Apoteket tentaria encontrar um fornecedor de curativos mais escuros.

    Segundo o Fria Tider, Paula Dahlberg considera que as razões do ”racismo de adesivos” são as ”normas brancas”, isto é, o fato de a pele clara ser um sinal, uma norma quase obrigatória quando se fala nos habitantes da Suécia. 

    No entanto, já há muito tempo que, na prática, não é assim. A política pouco pensada do governo fez com que os ”novos suecos” passassem a estabelecer novas regras no país. Será que os ”velhos suecos” terão que defender os seus direitos como uma minoria?

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    Tags:
    indústria farmacêutica, imigração, racismo, Suécia
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