00:38 18 Novembro 2019
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    Eliminação dos produtos embargados na região da cidade russa de Belgorod.

    Serviço sanitário russo: ‘Construímos uma barreira ao contrabando’

    Escritório de Rosselkhoznadzor na região de Belgorod
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    Guerra de sanções entre Rússia e Ocidente (177)
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    Na Rússia e nos países vizinhos aumenta a discussão sobre a decisão de Moscou de destruir produtos alimentícios embargados que entram na Rússia clandestinamente.

    Lembramos que o presidente russo, Vladimir Putin, assinou um decreto determinando que os produtos agrícolas, matérias-primas e alimentos, cuja importação para o território russo foi proibida, serão destruídos a partir do dia 6 de agosto.

    Em 7 de agosto, o ministro da Agricultura da Polônia, Marek Savitsky, apelou a Putin, durante uma coletiva de imprensa, para parar a destruição de produtos sancionados:

    “Os russos precisam destes produtos agora e, na nossa tradição eslava, a destruição de alimentos, de pão, é um pecado grave. O senhor Putin não deve fazer isso. Isto parece o Holodomor na Ucrânia e em outras regiões da URSS nos anos trinta”.

    O representante plenipotenciário do Serviço Federal de Vigilância Veterinária e Fitossanitária da Rússia (Rosselkhoznadzor) Aleksei Alekseenko comentou por sua vez para a Sputnik a declaração do ministro polonês:

    “Compreendo bem o caráter emocional e sensível [da declaração] porque também nos atinge e em um grau que não é menor. Mas vejamos quais foram as razões desta medida. Acontece que enfrentamos um onda crescente de produtos de contrabando dos países da União Europeia”.

    Falando do pecado, Alekseenko disse o seguinte:

    “Sim, claro, a destruição de produtos alimentícios não está na tradição dos povos eslavos, isto é um pecado, mas os falsos de todos os tipos e a mentira são um pecado que não é menor! Claro que não podíamos favorecer a fraude e construímos uma barreira ao contrabando. E a destruição de produtos, como se viu, é a maneira mais eficaz de lidar com a situação para que ela não saia de controle”.

    O representante do Rosselkhoznadzor explicou que o contrabando diminuiu de maneira significativa na sequência das ações tomadas porque cada caminhão com produtos agrícolas custa cerca de 50 mil dólares e nenhum de contrabandistas quer arriscar tais montantes. Alekseenko disse ainda que houve uma grande discussão na Rússia também:

    “Quero sublinhar que sentimos uma grande pressão por parte de muitos cidadãos russos. Tentavam nos persuadir que os produtos ilegais podem não ser destruídos, mas sim oferecidos, por exemplo, aos habitantes de Donbass que estão sofrendo uma catástrofe humanitária ou a orfanatos e lares de idosos. Mas pensem vocês mesmos: quem podia garantir a segurança para a saúde de pessoas de tais produtos duvidosos? Ninguém!”.  

     “Mas continuo sendo optimista porque acredito que chegará o tempo em que as sanções serão abolidas e os laços mutuamente vantajosos na economia entre a Federação da Rússia e os nossos parceiros dos países da Europa, inclusive a Polônia, serão gradualmente restabelecidos”, manifestou Alekseenko. 

    A embaixada da Rússia em Varsóvia também reagiu às declarações de Savitsky:

    “O senhor ministro não deve proteger os interesses dos que quebram a lei e tentam transportar os seus produtos à Rússia”.

    Além disso, a embaixada explicou a essência do problema:

    “O essencial do problema consiste em que, como se sabe, a Rússia proibiu a entrada de produtos alimentícios dos países da União Europeia, inclusive da Polônia, em resposta de sanções ilegais e absurdas introduzidas contra a Rússia que, seguramente, não contribuem para o alcance dos objetivos anunciados, mas sim prejudicam todas as partes e aumentam as dificuldades econômicas, inclusive o problema de pobreza em nossos países”

    Tema:
    Guerra de sanções entre Rússia e Ocidente (177)
    Tags:
    embargo, alimentação, Rosselkhoznadzor, União Europeia, Rússia
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