20:55 20 Outubro 2021
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    O grupo palestino Hamas apelou às ações radicais contra os israelenses residentes na Cisjordânia.

    As declarações foram feitas após a morte este sábado (8) de Ahmed Dawabshe, o pai de um bebê de 18 meses que não sobreviveu ao atentado na semana passada na aldeia de Duma. A mulher de Dawabshe e o filho de 4 anos continuam hospitalizados.

    "Já não temos outra escolha senão começar uma confrontação aberta com os ocupantes, sem esperar a decisão de alguém ou a permissão de qualquer parte", declarou o porta-voz do movimento radical Hamas, Husam Badran. 

    O movimento também apelou aos palestinos a participarem na procissão fúnebre de Dawabshe. Com o objetivo de impedir qualquer violência, as Forças de Defesa de Israel acompanham a procissão, que está indo da cidade de Nablus para Duma, informou a publicação Jerusalem Post.

    Lembramos que em 31 de julho um grupo formado por quatro cidadãos israelenses ateou fogo em uma casa onde morava uma família palestina na localidade de Duma, território da Cisjordânia. 

    O premiê israelense, Benjamin Netanyahu, classificou o acontecimento como atentado terrorista e prometeu levar os seus autores à justiça.

    A morte do bebê Ali Dawabshe ameaça tornar-se o início de uma nova escalada entre israelenses e palestinos.

    Em junho de 2014, o Hamas, que controla a Faixa de Gaza, formou um governo de unidade com o Fatah, partido mais moderado, baseado na Cisjordânia, e maior facção da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), reconhecido por uma vasta maioria dos Estados membros da ONU como o único representante legítimo do povo palestino.

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    Tags:
    Israel, Palestina, Hamas, vítimas
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