08:13 21 Outubro 2017
Ouvir Rádio
    Menino algemado em Kentucky, EUA.

    Vídeo de policial dos EUA algemando criança com TDAH revolta o mundo

    Reprodução de vídeo da ACLU
    Mundo
    URL curta
    5741310

    Um vídeo divulgado na terça-feira (4) está assombrando e causando revolta em todo o mundo. As imagens mostram o policial norte-americano Kevin Summer, do estado de Kentucky, algemando uma criança de apenas oito anos. Ele já teria feito o mesmo com uma menina um ano mais velha.

    O agente dos EUA está sendo processado judicialmente pela ação que aconteceu no ano passado. As duas crianças foram punidas por seus comportamentos. No entanto, segundo a American Civil Liberties Union (ACLU), que divulgou o vídeo, os dois têm Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).

    A entidade informou que as crianças sofreram traumas em virtude da ação do policial norte-americano. O menino teria ficado algemado por 15 minutos. Ele estudava em uma escola no município de Covington.

    A coordenadora de psicologia do Hospital São Francisco da Penitência de Deus, no Rio de Janeiro, Sabrina Vasconcelos, fez coro na revolta mundial com o conteúdo do vídeo. Segundo ela, é inadmissível e catastrófico terapeuticamente se algemar uma criança.

    “A algema tem um efeito simbólico de impotência e punição no corpo. É feita para adultos, tanto que o policial precisou prendê-la acima do cotovelo. Isto deixará um traço traumático que precisará ser muito bem trabalhado terapeuticamente”, afirma Sabrina Vasconcelos.

    A psicóloga, também autora do site sabrinavasconcelos.com.br, ao ser perguntada sobre a culpa da escola, concorda com a responsabilidade da instituição no caso. “O erro começou lá atrás. Como o policial chegou àquela sala de aula? Se trabalha na escola, entende-se que ele deva ter paciência para lidar com as crianças.”

    Sabrina Vasconcelos afirma que crianças com TDAH necessitam de mais atenção de seus pais e professores. Segundo a psicóloga, elas são mais agitadas e têm mais dificuldades de concentração. No entanto, destaca a profissional, é preciso ter cuidado em não se banalizar o diagnóstico, que necessita de uma análise mais ampla e multiprofissional. “Basta uma criança ser um pouco mais ativa e não se prender na frente do desenho animado que as pessoas rotulam como Transtorno de Hiperatividade. Não é tão fácil assim.”

    Tags:
    trauma, psicóloga, processado, criança, algema, policial, responsabilidade, escola, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade, TDAH, Hospital São Francisco da Penitência de Deus, Polícia dos EUA, American Civil Liberties Union, ACLU, Sabrina Vasconcelos, Covington, Kentucky, Rio de Janeiro, EUA
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik