20:14 20 Agosto 2017
Ouvir Rádio
    Bandeiras de Israel e da Palestina

    Serviço de inteligência israelense se opõe a proibir grupo judeu extremista

    © AP Photo/
    Mundo
    URL curta
    0 23912

    O serviço de inteligência interna de Israel, Shin Bet, disse que "não há provas suficientes para proibir" o grupo de extrema-direita judeu Lehava.

    A conclusão do Shin Bet representou duro um golpe para o ministro da Defesa de Israel, Moshe Yaalon, que tinha começado a trabalhar com os serviços de segurança e especialistas jurídicos para tentar proibir o Lehava, que manifestou posições racistas com árabes, lutando contra o que o grupo chama de "assimilação" dos judeus.

    Anteriormente, Yaalon se manifestou a favor de uma luta "inflexível" contra o terrorismo após o ataque de judeus extremistas que mataram um bebê palestino e feriram gravemente seu irmão e os pais, além de um judeu ultra-ortodoxo ter esfaqueado seis pessoas e matado uma delas, uma menina de 16 anos, na parada gay em Jerusalém na.

    O ministro quis proibir o grupo desde que seus membros incendiaram a escola bilíngüe ‘Max Rayne Hand in Hand’, onde estudavam crianças judias e árabes. 

    A Justiça israelense, no entanto, não emitiu quaisquer acusações contra o líder do Lehava, Bentzi Gopshtain, nem qualquer integrante do grupo por incitar a violência ou cometer "atos terroristas" motivados pelo racismo.

    Acredita-se que o Lehava tenha sido criado em 2009, quando vários grupos formados "para salvar as meninas judias da sedução não-judeus" se juntaram.

    O líder do grupo disse em dezembro passado que o Lehava não age de forma ilegal e acusou o Shin Bet de tentar frustrar seu trabalho "de salvar as filhas de Israel". 

    Na semana passada, membros do Lehava convocaram uma "intervenção humanitária" contra a parada gay em Jerusalém.

     

    Mais:

    Israel e Palestina discutirão processo de paz sem informar os EUA
    Lavrov a Israel: declarações emotivas devem ser evitadas
    Palestina entrega ao tribunal evidências de crimes de Israel na guerra em Gaza
    Israel decide levantar muro na fronteira com a Jordânia
    Tags:
    judeu, extrema direita, Palestina, Israel
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik