03:54 24 Setembro 2017
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    Barack Obama e Vladimir Putin

    Putin e Obama não 'se odeiam'

    © AFP 2017/ JEWEL SAMAD
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    A Casa Branca descreveu as relações entre o presidente norte-americano Barack Obama e o seu congênere russo Vladimir Putin como "profissionais", em resposta a um comentário de que ambos os líderes "se odeiam", feito pelo opinativo concorrente presidencial republicano Donald Trump.

    Josh Earnest, o porta-voz da Casa Branca, disse durante um briefing para a imprensa:

    "Ele [o presidente Obama] descreveu as relações como "profissionais" e indicou a habilidade e vontade do presidente Putin de falar sem rodeios, e isso inclui as áreas em que há diferenças".
    Embora ambos os líderes difiram muito na sua avaliação dos assuntos globais, "têm havido áreas que temos conseguido coordenar de forma bastante eficaz com os russos. Este esforço internacional para evitar que o Irã obtenha uma arma nuclear pode ser a mais significativa de todas".

    A Casa Branca não convenceu Trump, que neste momento lidera a concorrida lista republicana de candidatos ao mais alto cargo nos EUA. Afinal, relações "profissionais" não são algo de que o bilionário possa estar à procura.

    Durante a estadia na Escócia, Trump disse que "se iria dar muito bem com Vladimir Putin", sem explicar mais. Esta sexta, o bilionário declarou à CNN que a Crimeia, um grande ponto de discórdia nas relações bilaterais, era "um problema da Europa."

    "Antes de tudo, deixem-me explicar — este é um problema muito mais da Europa do que nosso, OK? E a Europa não está se queixando tanto quanto nós", acrescentando que a Alemanha pode assumir o lugar de líder no que toca a este assunto.

    A Crimeia decidiu separar-se da Ucrânia e juntar-se à Rússia depois de um referendo em março de 2014, no qual mais de 96% da população da região apoiou a iniciativa.

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    Tags:
    Casa Branca, Donald Trump, Barack Obama, Vladimir Putin, Crimeia, EUA, Rússia
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