10:21 27 Setembro 2021
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    A gerente de comunicação da Câmara de Comércio Alemã–Norueguesa, Julia Felinger, afirmou que a Noruega tem sofrido bastante com as sanções internacionais à Rússia e a retaliação de Moscou ao decidir não importar alimentos de certos países .

    “A Noruega sofreu mais com as sanções da União Europa (à Rússia) do que outros países europeus”, afirmou Julia Fellinger.

    No rescaldo da crise ucraniana de 2014, a União Europeia e vários outros países ocidentais impuseram sanções econômicas sobre Moscou alegando seu suposto papel nas hostilidades na Ucrânia. A Rússia retaliou com uma proibição de importação alimentos em agosto e estendeu-a por mais um ano em junho deste ano.

    Como resultado, a Noruega perdeu grandes contratos do setor de energia da Rússia e do mercado de tecnologia, incluindo a renda sobre as vendas de equipamentos de perfuração em águas profundas para empresas de petróleo e de gás russo explorar hidrocarbonetos no Ártico. Já os lucros com a venda de peixes caiu 11%.

    “Nenhum outro país, à exceção da Polônia, perdeu um mercado para exportação tão grande como a Noruega, porque a Rússia proibiu as importações de peixe norueguês. A Noruega está interessada nas relações bilaterais com a Rússia mais do que os países da União Europeia, uma vez que partilham uma fronteira”, explicou Fellinger.

    A gerente afirmou que, quanto mais tempo as sanções durarem, pior será o impacto na economia norueguesa. Durante o ano passado, Oslo reduziu os contatos políticos com Moscou e suspendeu a sua cooperação militar.

    As reclamações norueguesas se juntam a um grupo de países, como Alemanha, Suíça, França e Polônia, que estão insatisfeitos com os resultados econômicos das medidas restritivas à Rússia em suas próprias economias. De acordo com um estudo divulgado pelo Instituto Austríaco de Pesquisas Econômicas (WIFO) no mês passado, a União Europeia poderia perder até US$ 114 biliões devido às sanções contra a Rússia, se as coisas permanecem inalteradas.

    Tags:
    Rússia, França, Moscou, Ártico, Europa, Noruega, Áustria, Polônia, Suíça, Oslo, União Europeia, Instituto Austríaco de Pesquisas Econômicas, sanções, economia, petróleo, exportação, gás, guerra de sanções, pescado, prejuízos, peixes, equipamentos, perfuração
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