03:31 25 Outubro 2021
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    O vice-ministro russo das Relações Exteriores, Mikhail Bogdanov, revelou para Sputnik que uma nova rodada de consultas sobre a situação na Síria poderá contar com a participação da Rússia, Estados Unidos e o enviado especial da ONU sobre a Síria, Staffan de Mistura, bem como seu vice.

    "Nós não descartamos que seria ‘Moscou 3', mas pode ser na composição mais ampla e, talvez, com a participação da Rússia e dos Estados Unidos e também consideramos importante a participação ativa das Nações Unidas em tais consultas representada por Staffan de Mistura, e seu vice. É provável que as consultas possam ser realizadas antes da Assembleia Geral, ou seja, até o final de setembro", disse Bogdanov.

    Ele acrescentou que o nome "Moscou 3" é "condicional", pois as consultas podem ser realizadas em outro lugar. 

    Anteriormente os presidentes da Rússia e dos Estados Unidos, Vladimir Putin e Barack Obama, discutiram a situação na Síria. O presidente dos EUA acredita que a situação na Síria só poderia ser regulada através da formação de um novo governo sem o presidente do país árabe, Bashar Assad. A Rússia acredita que Assad é o presidente legítimo da Síria e que o povo sírio deve ser capaz de escolher o seu governo e os seus líderes sem intervenção externa.

    A Rússia desempenha um papel muito importante na ONU embora alguns países ocidentais não querem considerar isso. Basta se lembrar das negociações do grupo P5+1 sobre o programa nuclear iraniano. Os negociadores internacionais não teriam conseguido chegar a um acordo nuclear com Irã, se não fosse a participação da Rússia. Este fato foi confirmado por próprio Barack Obama,  que disse:

    "A Rússia ajudou muito, e nós não teríamos chegado ao acordo se não fosse a prontidão da Rússia em apoiar a nós e os restantes membros do grupo P5+1 (Alemanha, China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia) na elaboração do acordo".

    Os dois chefes de Estado têm a mesma abordagem da questão da necessidade de deter o grupo terrorista Estado Islâmico. A Síria já teve quatro anos de guerra civil no país. Nos últimos meses, Damasco tem estado perdendo o controle de várias áreas devido às ações dos extremistas do EI.

    Na semana passada, o presidente da Síria ressaltou que vários países terceiros aumentaram recentemente a assistência aos grupos radicais que lutam contra o governo sírio. O presidente afirmou ainda que a Rússia e a China sempre apoiam a Síria no Conselho de Segurança das Nações Unidas, o que considera muito positivo.

    "A crise síria não tem solução até o terrorismo ser derrotado", disse Assad.

    No mês passado, Ahmed Kadhaf al-Dam al-Qaddafi, primo do ex-líder da Líbia, Muammar Kadhafi, morto pelos rebeldes, fez uma avaliação positiva do papel da Rússia para a normalização das crises no Oriente Médio.

    "Saudamos o papel da Rússia e do presidente Vladimir Putin. Sem ele, a Síria teria se transformado no mesmo inferno que a Líbia. Damos valor ao apoio da Rússia para a solução de assuntos dos países árabes, seja na Líbia, Síria ou Iraque", disse al-Dam em uma entrevista à Sputnik.

    A posição da Rússia sobre a Síria é bem conhecida. A Síria tem o governo e o presidente legítimo. Os observadores coincidem em que é preciso encontrar uma solução diplomática e política da crise. É importante unir os esforços na luta contra o terrorismo e não pôr lenha no fogo da guerra civil síria. 

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    Tags:
    Rússia, EUA, Moscou, Síria, Estados Unidos, Vladimir Putin, Barack Obama, Bashar Assad, Estado Islâmico, ONU, Conselho de Segurança da ONU, EI, terrorismo, crise, guerra civil
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