06:05 22 Outubro 2017
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    Combatentes curdos Peshmerga

    Ataques da Turquia contra curdos podem gerar mais instabilidade

    © AFP 2017/ MARWAN IBRAHIM
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    A inesperada ação da Turquia contra rebeldes curdos, ao mesmo tempo em que o país enfrenta o Estado Islâmico, pode acabar com um período de relativa calma que tem sido positivo para a democracia e a economia nacionais.

    O processo de paz lançado em 2012 com o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) havia sido uma das principais conquistas do presidente Recep Tayyip Erdogan, encerrando décadas de violência que deixaram dezenas de milhares de mortos. Mas isso acabou nos últimos dias, com o grupo rebelde curdo assumindo a responsabilidade pela morte de dois policiais turcos e jatos turcos atacando uma base curda no norte do Iraque.

    Autoridades turcas têm retratado os ataques aéreos no Iraque contra os curdos e na Síria contra o Estado Islâmico como uma ação decisiva para proteger a democracia turca contra o terrorismo e mudar a dinâmica desfavorável na região. Segundo elas, a ação contra o PKK foi uma resposta necessária a atos recentes de violência. O primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, também acusou o grupo rebelde curdo, considerado pela Turquia e pelos EUA como terrorista, de não manter seu compromisso de retirar homens armados do território turco e se desarmar.

    Mas atacar a base do PKK na montanhosa região de Qandil, no Iraque, foi uma escalada que pode dificultar a retomada no processo de paz. O PKK já decretou o fim de um cessar-fogo.

    As ações ocorrem após grandes ganhos políticos para os curdos na Turquia, cujo principal partido político, o HDP, conseguiu pela primeira vez superar a cláusula de barreira de 10% para entrar no Parlamento, nas eleições de junho.

    fonte: Estadão Conteúdo

    Tags:
    PKK, Recep Tayyip Erdogan, EUA, Região Autônoma do Curdistão, Iraque, Turquia
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