02:23 22 Outubro 2017
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    Blindado dos EUA

    EUA utilizarão base militar espanhola para pressionar a Rússia

    © AFP 2017/ MICHAL CIZEK
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    Os EUA utilizarão a base militar de Morón, no sul da Espanha, para estender sua influência na Europa e Norte da África, continuando assim a pressionar a Rússia segundo advertiu o deputado espanhol da Esquerda Unida (IU, na sigla em espanhol) no Parlamento Europeu Javier Couso.

    Os EUA usarão a base de Morón "como uma ponte para seguir pressionando a Rússia" e continuar "alimentando assim as posições belicistas tanto norte-americanas como de seus aliados  na Europa", afirmou Couso em um comunicado.

    O deputado europeu nesta quinta-feira (16) levou à Alta Representante para a Política Externa da União Europeia (UE), Federica Mogherini, sua preocupação com a conversão da base militar de Morón em um centro de operações permanente da força de reação do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, uma decisão aprovada pela Câmara dos Representantes (Parlamento) da Espanha.

    Couso também requereu a Mogherini que explique qual é o "sentido estratégico" para a UE "da proliferação de bases dos EUA" e de que a Europa "continue a aceitando que sejam instaladas em seu território bases estrangeiras".

    O parlamentar crê que os EUA estão fazendo da Espanha um "posto avançado para intervir nos países do Norte de África e no Sahel" com a "desculpa de combater o terrorismo jihadista".

    Ele lembrou que "intervenções militares no Oriente Médio e Norte da África na última década são parte do problema e têm deixado um saldo catastrófico, não só quanto às perdas, tanto humanas como materiais, mas também considerando-se as consequências políticas e sociais para a região ".

    Por último, indica que a presença de uma nova base militar,  "com todo o potencial militar que implica", vai continuar "contribuindo para o rearmamento mundial que viemos constatando nos últimos anos", e pediu que, em vez de "continuar a aumentar as tensões", fazer "o contrário e defender a soberania e os interesses da Europa que nem sempre são aqueles dos Estados Unidos", a fim de melhor defender "a segurança da região."

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