13:42 22 Outubro 2017
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    Barack Obama respondeu a perguntas sobre o acordo com o Irã em coletiva de imprensa realizada na Casa Branca nesta quarta-feira (15)

    Obama: apesar do acordo, EUA e Irã ainda terão diferenças profundas

    © AP Photo/ Susan Walsh
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    O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, alertou nesta quarta-feira que a assinatura de um acordo sobre o programa nuclear do Irã não implica em uma aproximação com a República Islâmica. Segundo ele, as diferenças entre Washington e Teerã permanecem.

    Em meio a suposições de que o seu governo poderia estar tentando se entender com um inimigo de longa data dos EUA através de um compromisso que pode não durar muito, Obama garantiu que isso não mudará a situação entre os dois países. 

    "Mesmo com esse acordo, nós continuaremos tendo profundas diferenças com o Irã", disse o líder norte-americano. "O Irã ainda impõe desafios aos nossos interesses e valores", explicou ele, citando um suposto apoio de Teerã a organizações terroristas com o objetivo de desestabilizar certas zonas do Oriente Médio. 

    "Nós tentaremos encorajá-los (os iranianos) a seguir um caminho mais construtivo? É claro. Mas não estamos apostando nisso". 

    Apenas um dia depois do histórico acordo entre o Irã e o grupo do P5+1, formado por EUA, Rússia, França, Alemanha, China e Reino Unido, um funcionário do Departamento de Estado norte-americano declarou à Sputnik que a assinatura desse documento não exclui a necessidade da presença da defesa antimíssil dos EUA na Europa, instalada para fazer frente às ameaças iranianas. Mesmo que, como lembrou o chanceler russo, Sergei Lavrov, o presidente Obama tenha declarado, em 2009, que a defesa antimíssil na Europa deixaria de ser relevante quando esse acordo fosse alcançado.

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    Tags:
    programa nuclear iraniano, Sergei Lavrov, Barack Obama, Oriente Médio, Washington, Teerã, Europa, China, Alemanha, França, Reino Unido, Irã, EUA
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