04:28 21 Outubro 2017
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    Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel

    Israel rejeita acordo sobre programa nuclear iraniano

    © AFP 2017/ THOMAS COEX
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    O Gabinete de Segurança Israelense rejeitou nesta tarde o acordo firmado mais cedo, em Viena, entre Teerã e os países que compõem o chamado grupo do P5+1 (Alemanha, China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia) sobre o programa nuclear iraniano, e afirmou que o Estado de Israel não reconhece as determinações do documento.

    "O Gabinete de Segurança rejeitou hoje, por unanimidade, o acordo nuclear com o Irã e anuncia que Israel não está vinculado aos seus termos", informou o órgão após uma reunião ministerial nesta terça-feira. 

    Soldados de EEUU
    © flickr.com/ U.S. Department of Defense Current Photos/ U.S. Army photo by Pfc. Nathanael Mercado

    Liderado pelo premier do país, Benjamin Netanyahu, o Gabinete de Segurança é uma espécie de fórum voltado para a definição e implementação das políticas externa e de defesa do Estado israelense. Ele coordena as negociações diplomáticas do país e é projetado para tomar decisões rápidas e eficazes em tempos de crise.

    Logo após a assinatura do acordo na Áustria, o primeiro-ministro de Israel escreveu em sua nova conta no Twitter, em persa, que as potências mundiais estavam cometendo um erro histórico, e que o novo documento dará sinal verde ao Irã para construir a sua bomba atômica e investir no apoio a grupos terroristas. 

    Apesar das declarações de Netanyahu, o acordo entre o P5+1 e o Irã mantém as sanções relativas aos mísseis balísticos e às importações de armas ofensivas por Teerã e, estabelece, entre outras coisas, uma limitação ao enriquecimento de urânio e à produção de plutônio, reforçando as inspeções internacionais nas instalações iranianas. Por outro lado, o documento também determina a redução progressiva das sanções adotadas pela União Europeia e pelos EUA dirigidas aos setores financeiro, de energia e de transportes do Irã.


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    Tags:
    sanções, programa nuclear iraniano, P5+1, Benjamin Netanyahu, Viena, Áustria, China, Teerã, Reino Unido, Alemanha, França, Rússia, EUA, Irã, Israel
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