04:41 21 Outubro 2017
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    Tropas dos EUA e do Afeganistão na cidade de Yawez.

    EUA gastam US$ 4 milhões por hora com a guerra no Afeganistão

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    Afeganistão entre OTAN e Talibã (109)
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    A guerra dos EUA no Afeganistão custa aproximadamente US$ 4 milhões por hora ao contribuinte norte-americano, apesar da administração Barack Obama ter reduzido as tropas no país da Ásia do Norte para 10 mil homens.

    De acordo com a organização sem fins lucrativos National Priorities Project (NPP), mais de US$ 700 bilhões foram gastos na guerra desde que o Presidente George W. Bush autorizou a invasão norte-americana ao Afeganistão em 2001. Somente este ano, o conflito já consumiu US$ 35 bilhões dos cidadãos dos EUA. Apesar do custo colossal, o governo Obama e a liderança afegã reconhecem que a guerra só acabará com as negociações de paz, de acordo com observadores.

    Previsto inicialmente para mais de US$ 20 bilhões para 2001 e 2002, o orçamento da guerra caiu para US$ 14 bilhões com o deslocamento de valores para a guerra do Iraque. Os gastos com a guerra afegã pegaram carona nos custos do conflito iraquiano até explodirem para mais de US$ 100 bilhões em 2010, quando os gastos da guerra do Iraque começaram a declinar. No Afeganistão, as cifras norte-americanas continuaram top, alcançando anualmente US$ 100 bilhões até 2013, quando começou diminuir, chegando finalmente ao orçamento atual de US$ 35 bilhões.

    O custo para os EUA de apenas um soldado no Afeganistão é de aproximadamente US$ 1 milhão por ano, muito maior do que os US$ 390 mil estimados em 2006 pelos pesquisadores do Congresso, de acordo com um artigo do New York Times. Analistas militares disseram que o aumento das despesas reflete um crescimento no custo de transporte de tropas e de equipamentos mina-resistentes e de vigilância. Somente o valor adicional para o fornecimento de combustível para as tropas que se deslocam pelas montanhas é de US$ 400 por galão.

    O National Priorities Project, entretanto, crê que o valor de US$ 700 bilhões para a guerra do Afeganistão é mentiroso. Entre os pontos que faltam ser incluídos na contabilidade do conflito, estaria, segundo a NPP, os futuros gastos médicos para os soldados e veteranos feridos e o pagamento dos juros sobre a dívida nacional referente aos custos da guerra.

    A entidade sem fins lucrativos usa dados do Serviço de Pesquisa do Congresso, bem como documentos de avaliação e do orçamento das agências federais para a compilação das suas informações.

    A economista da Universidade de Harvard Linda Bilmes calculou em 2013 que as guerras do Afeganistão e do Iraque se tornaram “as mais caras da história dos EUA”, com os custos médicos e cuidados adicionais iminentes antes até mesmo das guerras acabarem.

    Desde que assumiu o cargo em setembro, o presidente afegão, Mohammed Ashraf Ghani, tomou como prioridade um acordo de paz com o Talibã. As negociações recentes entre as autoridades afegãs e os representantes do grupo, com duração de um dia, terminou com ambos os lados concordando em se reunir novamente após o mês sagrado islâmico do Ramadã. Observadores da política externa norte-americanos dizem que o próximo passo será envolver os EUA nas negociações.

    “O governo do presidente Ghani tem tentado dispor de um tempo para se envolver nessas negociações, embora seja politicamente controversa. Esta tem sido a sua posição por algum tempo e esta tem sido a posição dos EUA. “A administração Obama reconheceu há algum tempo que a única forma da guerra no Afeganistão terminar é com algum tipo de negociação. A questão é: a que custo”, afirmou o diretor do New Internationalism Project at the Institute for Policy Studies, Phyllis Bennis, à Russia Today.

    Tema:
    Afeganistão entre OTAN e Talibã (109)
    Tags:
    valores, custo, gastos, conflito, guerra, National Priorities Project, Universidade de Harvard, George W. Bush, Barack Obama, Iraque, Afeganistão, EUA
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