13:46 22 Outubro 2017
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    Primeiro ministro da Grécia Alexis Tsipras

    Syriza precisa aprovar no Parlamento grego medidas semelhantes às recusadas pelo referendo

    © REUTERS/ Alkis Konstantinidis
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    Em discurso, o primeiro-ministro da Grécia, Alexis Tsipras, disse ao Parlamento do país que negociou tão duro quanto podia com os credores internacionais e admitiu que seu governo cometeu erros nas negociações durante seus quase seis meses mandato.

    A tourist passes a graffiti in the Plaka tourist district of Athens, Greece
    © AP Photo/ Thanassis Stavrakis
    Falando em uma sessão parlamentar que vai discutir as propostas enviadas aos credores internacionais, Tsipras descreveu os últimos meses como uma guerra em que "batalhas difíceis foram travadas e algumas perdidas". "Agora eu tenho a sensação de que já chegamos ao limite. A partir daqui, há um campo minado", afirmou.

    Ele acrescentou que não tem o direito de esconder do povo grego que as medidas que a Grécia deve tomar estão longe de promessas pré-eleitorais do seu partido de esquerda. Mas ele insistiu que a última proposta contém medidas que ajudariam a economia e, se aprovada pelos credores da Grécia durante o final de semana, iria desbloquear uma linha de financiamento suficiente para o país a sair da sua crise prolongada.

    As medidas que serão apreciadas pelos parlamentares gregos incluem aumentos de impostos e cortes de gastos muito semelhantes aos que os gregos rejeitaram em um referendo no domingo passado.

    O plano tem como destaque as elevações de impostos e simplificações do sistema tributário, que deverão gerar receitas anuais equivalentes a 1% do PIB. Além disso, o sistema de pensões será reformado de modo a gerar uma redução de gastos públicos de 1% do PIB em 2016, de acordo com o Wall Street Journal.

    Além de ser votado no parlamento, o plano será discutido no sábado pelos ministros das Finanças da zona do euro (que formam o Eurogrupo) e no domingo pelos chefes de governo da União Europeia, informou Agência Estado.

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    Tags:
    dívida externa, Eurogrupo, Syriza, Alexis Tsipras, União Europeia, Grécia
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