22:49 29 Julho 2021
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    Um antigo detento de Guantánamo, o iemenita Ahmed Abdul Qader, que chegou à Estônia no último mês de janeiro, logo após sua soltura, recebeu das autoridades estonianas um visto de residência com validade de um ano, conforme relatou nesta segunda-feira a mídia do país.

    Capturado no Paquistão em 2001, Qader foi mantido na prisão militar norte-americana, em detenção extrajudicial, por mais de 12 anos. Washington acreditava que ele teria ligações com a al-Qaeda, tendo cooperado inclusive com Osama Bin Laden. Mas nenhuma prova foi encontrada até hoje. 

    "Em 1 de julho, o Departamento decidiu conceder proteção internacional a Qader e uma permissão de residência temporária até 30 de junho de 2016. Com a posse da proteção internacional, o cidadão iemenita poderá viajar livremente pelos países do espaço Schengen, deixando a Estônia por até três meses", afirmou a porta-voz do serviço estoniano de polícia e guarda das fronteiras, Tuuli Harson.

    De acordo com o Ministério de Assuntos Sociais da Estônia, o ex-detento está tendo aulas de estoniano e participando de alguns programas como voluntário. E, em breve, com a nova documentação, ele poderá trabalhar legalmente no país.

    O Campo de Detenção da Baía de Guantánamo foi inaugurado em 2002 como uma resposta dos EUA aos ataques de 11 de setembro de 2001, servindo como uma prisão especial para supostos terroristas, não protegidos pela Convenção de Genebra. Após anos de abusos e desrespeitos aos direitos humanos, o presidente norte-americano, Barack Obama, assinou um decreto, em 2009, para fechar a prisão, mas a medida foi bloqueada pelo Congresso dos Estados Unidos.

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    Tags:
    Al-Qaeda, Barack Obama, Tuuli Harson, Europa, Washington, Estônia, Guantánamo, Cuba, EUA
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