11:15 24 Agosto 2019
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    Protestos em Quito contra os projetos apresentados pelo presidente Rafael Correa para taxar heranças e lucros, em 10 de junho de 2015

    Autoridades do Equador acusam oposição de tentar tomar o palácio presidencial e aeroportos

    © REUTERS / Guillermo Granja
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    O governo do Equador acusou a oposição, nesta quarta-feira, de tentativa de tomada do palácio presidencial, em Quito, e de bloquear aeroportos e postos de fronteira com a Colômbia e o Peru.

    Segundo o ministro do Interior do Equador, José Serrano, a oposição está planejando realizar essas ações na quinta-feira, durante os protestos marcados em todo o país. Segundo a autoridade, o local de trabalho do presidente Rafael Correa e os aeroportos da capital e da maior cidade do país, Guaiaquil, estariam ameaçados.

    “A oposição está planejando tomar a força o Palácio de Carondelet (presidencial). Pretendiam juntar pessoas nos acessos à Praça da Independência e varrer a proteção policial”, cita as palavras de Serrano a agência Andes.

    Segundo o ministro, o objetivo da oposição é provocar caos no país e impedir, dessa forma, a visita do Papa Francisco, prevista para a próxima semana, de 6 a 8 de julho.

    Um projeto de lei para taxar heranças em até 77,5% e outro de um imposto de 75% sobre ganhos de capital do setor imobiliário foram o estopim dos protestos, que tomaram o país desde junho. O presidente argumenta que os protestos buscam desestabilizar seu governo e que os novos impostos buscam garantir mais igualdade. No Equador, 95% dos negócios são familiares.

    Tags:
    protestos, Rafael Correa, José Serrano, Equador
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