17:42 25 Setembro 2017
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    Povoado de Gorlovka, em Donbass, após ataque realizado por militares ucranianos.

    Moscou: posição de Kiev sobre acordos de Minsk não permite otimismo

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    A posição de Kiev sobre os acordos de paz de Minsk não oferece motivos para ser otimista, segundo afirmou o vice-chanceler russo Grigory Karasin nesta segunda-feira (22).

    A declaração foi feita durante uma reunião com o enviado da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) para as negociações trilaterais sobre a crise ucraniana, Martin Sajdik.

    "O lado russo reafirmou a sua prontidão para contribuir plenamente para a implementação do que foi acordado em Minsk. Foi sublinhado que a posição de Kiev sobre esses acordos não dá motivos para otimismo", afirma um comunicado do ministério russo das Relações Exteriores, citando Karasin.

    No sábado (20), o chefe da administração do Kremlin, Sergei Ivanov, em entrevista no programa televisivo "Vesti v Subbotu" (Notícias de Sábado"), disse que a Rússia defende a preservação das fronteiras atuais da Ucrânia e insistiu na necessidade de aplicação dos acordos de Minsk por todas as partes do conflito ucraniano.

    "[O presidente russo, Vladimir Putin,] disse que, se tivesse alguma dúvida em fevereiro nas negociações em Minsk, ele não iria colocar a sua assinatura. Mas ele assinou. Então, ele considera os acordos de Minsk a solução ideal para o conflito interno ucraniano. Enfatizo que o conflito é interno", disse Ivanov, respondendo a uma pergunta sobre onde, em sua opinião, deveria idealmente passar a fronteira ucraniana.

    Desde abril do ano passado, Kiev está conduzindo uma operação militar no leste do país para sufocar os movimentos independentistas de Donbass, que se recusaram a reconhecer a legitimidade do governo ucraniano após um golpe de Estado executado em fevereiro de 2014. Segundo os últimos dados da ONU, mais de seis mil civis já foram vítimas deste conflito.

    Em fevereiro deste ano, um acordo de paz foi assinado em Minsk, capital da Bielorrússia, entre os líderes da Rússia, da Ucrânia, da França e da Alemanha. O documento prevê uma série de exigências para a resolução da crise, incluindo um cessar-fogo global no leste da Ucrânia, a retirada das armas pesadas da linha de contato e uma reforma constitucional que estabeleça, até o final de 2015, uma nova Constituição cujo elemento-chave seja a descentralização do poder.

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    Tags:
    cessar-fogo, Acordos de Minsk, OSCE, Kremlin, Vladimir Putin, Rússia, Donbass, Ucrânia
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