10:40 11 Dezembro 2019
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    Fórum Internacional Econômico de São Petersburgo (SPIEF) de 2015

    Fórum de São Petersburgo termina com acordos de US$ 5,4 bi e recorde de público de 10 mil

    © Sputnik / Iliya Pitalev
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    O Fórum Internacional Econômico de São Petersburgo (SPIEF, na sigla em inglês) ocorrido na Rússia, envolveu mais de 200 contratos no valor de 5.4 bilhões de dólares. O evento de três dias contou com um número recorde de participantes.

    Representantes de 120 países, de funcionários do alto escalão de governos até representantes de grandes empresas, visitaram o Fórum em São Petersburgo entre os dias 18 e 20 de junho, que foi acompanhado pela Sputnik.

    O recorde de 10.000 participantes do evento soma quase 25 por cento a mais em comparação com o número de frequentadores do SPIEF no ano passado. Os 150 eventos foram desde encontros e painéis de discussão a mesas-redondas, briefings e sessões televisionadas realizadas durante o Fórum.

    A componente econômica maciça do fórum, trazendo acordos no valor de 5,4 bilhões de dólares assinados foi acompanhada por uma mensagem política muito clara: o objetivo de respeitar o direito internacional e a necessidade de afastar a condução da política externa de um espírito de ultimato.

    Pilar Econômico

    Uma série de acordos de cooperação nuclear foram assinados pela Rússia com a Arábia Saudita e Miamar no Fórum. O ministro das Relações Exteriores saudita Adel Jubeir disse que a Rússia pode construir 16 reatores nucleares no país árabe no futuro.

    Nos transportes, a Russian Railways e a empresa alemã Siemens assinaram um contrato de 1,9 bilhões de dólares para a manutenção técnica dos trens de alta velocidade Lastochka que operam na Rússia. A empresa de energia Rosseti, baseada em Moscou, e a Renault da Rússia assinaram um acordo para parceria estratégica no domínio dos transportes com matriz elétrica e infra-estrutura no país. A quantidade de negócios no setor de energia foi notável.

    Os CEO's da gigante de energia russa Gazprom e a empresa anglo-holandesa Shell, Aleksei Miller e Ben van Beurden respectivamente, assinaram um memorando sobre a construção de uma terceira linha técnica para uma usina de gás natural liquefeito na ilha Sacalina, na Costa do Pacífico da Rússia.

    A Gazprom da Rússia também assinou um memorando tratando da construção de um gasoduto da Rússia até a Alemanha através do mar Báltico com o E.ON, provedor de serviços de energia elétrica, a Shell e a companhia de óleo e gás OMV baseada em Viena.

    Ao mesmo tempo, a gigante do petróleo da Rússia Rosneft assinou uma série de acordos com Pirelli, Total e Pietro Barbaro, bem como com a empresa de gás e petróleo britânica BP, que comprou uma participação de 20 por cento em Taas-Yuryakh Neftegazodobycha, na Sibéria Oriental na sexta-feira (19), para a criação de um novo empreendimento conjunto.

    Os ministros da energia russo e grego, Aleksandr Novak e Panagiotis Lafazanis, assinaram um memorando de construção da extensão da linha turca do gasoduto através da Grécia.

    A linha turca é um projeto de gasoduto com uma capacidade anual de cerca de 63 bilhões de metros cúbicos. O empreendimento será executado da Rússia para a Turquia através do Mar Negro, que termina em um centro de gás na fronteira turco-grega, de onde está previsto para continuar para o sul da Europa.

    Espírito conjunto

    Carrier-rocket Cyclon-3 ready to take off from Plesetsk space center. (File)
    © Sputnik / Archive of the Space Research Institute
    O tema do SPIEF-2015 era "Hora de Agir: Caminhos compartilhados para a estabilidade e o crescimento". Os políticos e representantes de empresas de todo o mundo discutiram o que deve ser evitado a fim de alcançar a prosperidade.

    Painéis do BRICS e fóruns de negócio da Organização de Xangai de Cooperação (OXC), o Clube Internacional de Discussões de especialistas russos e estrangeiros de Valdai, bem como o Fórum Regional de Consulta Business Twenty (B20), estavam entre os eventos realizados durante o SPIEF. Eles se concentraram na cooperação econômica e social regional e internacional.

    Os participantes do fórum compartilharam uma visão semelhante sobre o desenvolvimento das relações internacionais, que visam não só o aprofundamento da cooperação entre os blocos políticos e econômicos já existentes, mas também a construção da confiança mútua e o restabelecimento dos laços cortados entre os países que enfrentam crises em suas relações.

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    Tags:
    Fórum Econômico de São Petersburgo, crescimento econômico, cooperação econômica, relações exteriores, economia, Fórum Econômico de São Petersburgo, Fórum Internacional Econômico de São Petersburgo, Organização de Xangai de Cooperação (OXC), BRICS, Adel Jubeir, Ben van Beurden, Alexei Miller, Panagiotis Lafazanis, Alexander Novak, São Petersburgo, Rússia
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