06:05 19 Abril 2019
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    Axel Kicillof, ministro da Economia da Argentina.

    Ministro argentino destaca parceria estratégica com a Rússia no Fórum de São Petersburgo

    © AFP 2019 / Daniel Vides
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    O ministro da Economia da Argentina, Axel Kicillof, afirmou à imprensa de seu país antes de participar do Fórum Econômico de São Petersburgo que a parceria com a Rússia é estratégica e lembrou os mais de 20 acordos assinados durante a visita da presidente argentina, Cristina Kirchner, a Moscou no final de abril.

    Kicillof afirmou que a relação entre os dois países deu um salto, elevando-se para um nível estratégico integral. O ministro destacou que isso significa uma maior cooperação em todas as áreas e lembrou que a ligação “mais estreita entre a Rússia e a América Latina e a Rússia e a Argentina não é um desejo, mas um fato”.

    A complementariedade entre as economias russa e argentina contribuiu para o aumento dos negócios entre os dois países, segundo Kicillof. “Muitos dos produtos que temos como excedentes exportáveis são necessários à Rússia, e muitos produtos russos são complementares às necessidades da nossa economia.”

    “Quando você olha os últimos anos do comércio bilateral, vê com a surpresa um crescimento de 1000%, é uma das carteiras do comércio exterior argentino que tem mais tem crescido”, afirmou Kicillof.

    A Argentina também tem se beneficiado, segundo o ministro das Finanças, de tecnologias russas, como nas centrais hidrelétricas, e no setor de petróleo e gás. Ele lembrou ainda de financiamentos do Banco de Desenvolvimento da Rússia a iniciativas na Argentina e a aliança estratégica para a YPF com a Gazpron.

    Outro fator destacado por Kicillof foi o desempenho na última década das economias emergentes, especialmente do BRICS. Segundo o ministro argentino, o grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul é uma nova alternativa de diálogo entre os países.

    Axel Kicillof realçou a importância do Fórum Econômico de São Petersburgo, que acredita ser maior até do que Davos, “pelo tamanho, densidade e importância das questões”. “É importante porque tem a participação do Estado, mas são levantados questionamentos entre o Estado e o setor privado”.

    Nesta sexta-feira (19), Axel Kicillof participou da mesa “América Latina: Globalização e novo polo regional econômico”, no 19º Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo. O encontro reúne chefes de Estado e governo, líderes políticos, diretores das maiores companhias mundiais e especialistas de 114 países, além de autoridades russas.

    Cristina Kirchner e o presidente russo, Vladimir Putin, se reuniram no Kremlin no dia 23 de abril, quando assinaram acordos bilaterais e formalizaram uma parceria estratégica. Os dois países celebraram contratos sobre a construção de uma usina nuclear da empresa russa Rosatom na Argentina; um memorando de cooperação entre a petroleira russa Gazprom e a companhia nacional de petróleo da Argentina YPF; o programa de cooperação no domínio da cultura e da arte entre os ministérios da Cultura da Rússia e da Argentina no período 2016– 2018, entre outros documentos nas áreas da agricultura, defesa, meio-ambiente, comunicações e cooperação comercial.

    Tags:
    setor privado, aliança, investimento, parceria estratégica, relações bilaterais, cooperação, economia, Fórum Econômico de São Petersburgo, YPF, Banco de Desenvolvimento da Rússia, Kremlin, Rosatom, BRICS, Gazprom, Axel Kicillof, Cristina Kirchner, Vladimir Putin, Davos, São Petersburgo, África do Sul, Índia, América Latina, China, Argentina, Rússia, Brasil
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