23:51 05 Dezembro 2019
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    Painel “Economia Mundial: Novos Desafios e Horizontes”

    Ex-chanceler da Itália: sanções antirrussas são suicídio para Europa

    © Sputnik / Aleksei Danichev
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    Franco Frattini, ex-chanceler da Itália e participante do Fórum Internacional de São Petersburgo partilhou a sua opinião sobre o evento e futuro das relações russo-italianas na entrevista à Sputnik Itália.

    Franco Frattini é o ex-chanceler da Itália e o chefe da Sociedade Italiana para Organizações Internacionais (SIOI na sigla em italiano), que é também a organização italiana para as Nações Unidas. Segundo ele, o fórum pode ser usado como o pretexto para reestabelecer o diálogo político entre a Itália e a Rússia:

    “No meu discurso vou falar sobre o fato que na nossa época da globalização econômica, na época de desafios e riscos é difícil imaginar o retorno à estratégia do bloqueio, bem como imaginar a Rússia isolada. Acho que não podemos perder a Rússia como o parceiro estratégico”.

    Sanções antirrussas são suicídio para Europa
    Sanções antirrussas são suicídio para Europa

    O político italiano opinou que a economia global exige cooperação e neste contexto quaisquer que sejam sanções são mortíferas para a Europa:

    “Acho que [as sanções] é um tipo de suicídio para a Europa que sofre das perdas significativas da política de sanções. É claro que os nossos colegas americanos sofrem menos da política, porque o volume do seu comércio com a Rússia é muito menor, do que o da Europa. […] Seria melhor reconsiderar a política de sanções”.

    Frattini opina que a política de sanções deve ser reconsiderada:

    “Seria melhor reconsiderar a política de sanções e usar todos os acordos que já existem, bem como começar o processo da criação de novos Acordos de Parceria e Cooperação entre a Europa e a Rússia, que foi adiado. Tal acordo já existe, mas é antigo e deve ser substituído. As negociações sobre o novo acordo entre a Europa e Moscou foram adiadas.”

    Frattini sublinhou que o fórum é um lugar adequado para começar as negociações sobre o novo documento que regularia as relações entre a Europa e a Rússia:

    “Fórum é um bom lugar para as [negociações] recomeçar. É claro, que nas negociações cada das partes protegeria os seus interesses. Mas este seria um sinal, que voltamos à atmosfera não de cooperação, mas de confrontação.”

    Na entrevista o ex-chanceler da Itália também tocou a crise ucraniana e chamou ambas as partes a respeitar os Acordos de Minsk, bem como a culpa de Kiev entre civis:

    “Se existe um acordo, ambas as partes devem o respeitar. É pena que as ações, claro que dirigidas por parte de Kiev, não foram investigadas cuidadosamente, e no resultado das quais foram mortos muitos civis no leste do país. Todas estas questões devem ser resolvidas em conjunto.”

    O 19º Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo é realizado de 18 a 20 de junho na capital do norte russa e este ano tem como tema “Hora de Agir: Compartilhando Caminhos para o Crescimento e a Estabilidade”. O encontro é voltado para empresários, acadêmicos, especialistas e líderes governamentais. Neste ano serão discutidos os seguintes assuntos: “Economia Mundial: Novos Desafios e Horizontes”; “Rússia: um Campo de Oportunidades”; “Desenvolvimento do Capital e de Competências Humanas”; e “Inovação Disruptiva: Tecnologias e Tendências”. O Fórum conta ainda com uma série de outros eventos destinados a empresários que buscam novas oportunidades de investimento na Rússia e no continente asiático.

    Tags:
    economia, sanções, Fórum Econômico de São Petersburgo, Europa, São Petersburgo, Ucrânia, Rússia
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