18:31 23 Agosto 2017
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    Ahmed Gaddaf al-Dam al-Qaddafi, ex-Coronel do exército líbio, um dos mais influentes chefes de segurança interna do antigo regime e primo do ex-presidente da Líbia, Muammar al-Qaddafi

    Exclusivo: Primo de Kadhafi diz que Síria poderia virar um inferno sem apoio da Rússia

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    Ahmed Kadhafi, ex-Coronel do exército líbio, um dos mais influentes chefes de segurança interna do antigo regime e primo do ex-presidente da Líbia, Muammar Kadhafi, concedeu entrevista exclusiva à agência Sputnik Arabic. Segundo ele, sem apoio da Rússia, "Síria teria se transformado no mesmo inferno que a Líbia".

    Ahmed Kadhafi, primo do líder deposto da Líbia, Muammar Kadhafi, fez uma alta avaliação do papel da Rússia para a normalização das crises no Oriente Médio. 

    "Saudamos o papel da Rússia e do presidente Vladimir Putin. Sem ele, Síria teria se transformado no mesmo inferno que a Líbia. Damos valor ao apoio da Rússia para a solução de assuntos dos países árabes, seja na Líbia, Síria ou Irque", disse al-Dam em entrevista à Sputnik. 

    Ele também afirmou que os países ocidentais não estariam interessadas em uma situação estável na Líbia. "Ao meu ver, eles estavam interessados em liquidar Muammar Kadhafi e a "revolução al-Fateh". Segundo o ex-Coronel, o Ocidente, no início, chorou lágrimas de "crocodilo" sobre a situação em seu país "mas hoje em dia nem essas lágrimas de crocodilo nos vemos mais", concluiu.

    O primo de Kadhafi acusou a OTAN de ter sido o motivo da expansão do Estado Islâmico na região, que ficou isolada após o bloqueio aéreo e acusou os esforços da ONU em formar um governo de unidade nacional de unilateralidade, pois não contempla a participação das forças políticas ligadas ao antigo regime. 

    Jens Stoltenberg
    © East News/ East News/Xinhua/Photoshot
    Desde a queda e assassinato de Muammar Kadhafi, em 2011, Líbia vive uma profunda crise. Há, no país, várias milícias regionais e tribais que, em algumas regiões, contam com armamentos melhores do que a polícia local.

    Líbia vive numa dualidade de poder: por um lado, o Parlamento eleito nas eleições gerais, com sede em Tobruk, e o governo de transição dirigido por Abdullah al-Thani; por outro, o Congresso Geral da Nação de tendência islâmica, com sede em Trípoli, e o primeiro-ministro eleito por esse congresso, Omar al-Hasi. 

    Várias regiões da Líbia não estão sob controle dessas autoridades centrais, e entre os muitos grupos armados em atuação no país, alguns juraram fidelidade ao Estado Islâmico, que controla territórios consideráveis na Síria e no Iraque e realiza execuções públicas de reféns.

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    Tags:
    OTAN, Estado Islâmico, Muammar Kadhafi, Vladimir Putin, Líbia, Iraque, Síria, Rússia
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