08:42 06 Junho 2020
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    Um ataque aéreo da coalizão liderada pela Arábia Saudita no sul do Iêmen atingiu hoje um comboio de civis que fugiam dos conflitos no país e matou ao menos 31 pessoas, segundo informações não oficiais divulgadas por funcionários do setor de saúde.

    Embora o número de vítimas ainda não tenha sido confirmado pelas autoridades, podendo, inclusive, aumentar, esse já é o bombardeio mais mortal desde o início das operações militares da coalizão em território iemenita.

    Véspera do Ramadã, mês que marca o jejum ritual dos muçulmanos, as tensões no Iêmen aumentaram consideravelmente nesta quarta-feira. Um dia depois da morte do líder da Al-Qaeda no país, Nasser al-Wuahishi, vítima de um ataque realizado por um drone norte-americano, testemunhas afirmaram que o grupo terrorista executou hoje dois cidadãos sauditas acusados de trabalharem como espiões para os Estados Unidos. Os dois homens, conhecidos como al-Mutairi e al-Khaledi, teriam sido levados para o centro da cidade de Mukalla e fuzilados na frente dos habitantes locais.

    Enquanto isso, na capital, Sanaa, explosões provocadas por carros-bomba atingiram diversas mesquitas e um prédio administrativo utilizado por rebeldes houthis, matando dezenas de pessoas. Até o momento, nenhum grupo assumiu a responsabilidade por esses ataques.

    Apesar de quase três meses de ataques aéreos, as forças lideradas por Riad fizeram pouco progresso na luta contra os houthis até agora. O que mais chama a atenção nessas operações até aqui são os números de civis mortos, mais de 1.412, e feridos, 3.423, em decorrência desses bombardeios. 

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    Tags:
    houthis, Ramadã, Al-Qaeda, al-Khaledi, al-Mutairi, Nasser al-Wuahishi, Arábia Saudita, Sanaa, Iêmen
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