10:11 19 Agosto 2017
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    Os ataques da Arábia Saudita ao Iêmen ajudaram o abismo entre os países mais pacíficos e os mais violentos do mundo.

    Mundo gasta mais de US$ 14 trilhões com a violência

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    O Institute for Economics and Peace, com sede na Austrália, divulgou nesta quarta-feira (17) o relatório de um estudo sobre a segurança no mundo. Segundo o organismo, os 162 países analisados tiveram juntos um custo de US$ 14,3 trilhões em 2014 em decorrência da violência.

    As despesas militares foram as maiores, segundo o documento, representando 43% do total. Já os custos com crimes e com a violência interpessoal chegam a 28%. A segurança interna dos países consome 18% e os conflitos tomam 11% dos mais de US$ 14 trilhões.

    Outros dados relevantes mostrados pelo estudo do Institute for Economics and Peace são o aumento dos custos gerados pelos deslocamentos internos nos países em conflito, que subiram 267% em relação a 2008, chegando a US$ 128 bilhões. As mortes causadas por terrorismo foram de 8.450 para 17.958.

    O organismo destaca o crescimento da diferença dos níveis de violência entre as regiões mais e as menos pacíficas. Muitos países do Oriente Médio e da África estão ainda mais afundados na falta de segurança. A Síria está na última posição do Índice Global da Paz 2015. A Líbia foi o país que a situação mais se deteriorou, figurando atualmente na posição 149.

    O país mais pacífico do mundo é a Islândia, seguida pela Dinamarca e pela a Áustria. O Brasil figura na primeira colocação entre os BRICS, mas ocupa apenas 103ª posição no Índice Global da Paz. A China está em 124º; a África do Sul, em 136; a Índia, em 143º; e a Rússia, em 142. O resultado brasileiro, porém, não se mostra muito pior que o norte-americano. Os EUA aparecem em 94º lugar.

     

    Tags:
    equipamentos militares, mortes, deslocamentos internos, terrorismo, segurança, gastos, custo, violência, Índice Global da Paz, BRICS, Instituto para a Economia e a Paz, Institute for Economics and Peace, Austrália, África, Oriente Médio, Síria, Líbia, Dinamarca, Áustria, EUA, Islândia, África do Sul, China, Índia, Brasil, Rússia
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