19:02 14 Dezembro 2017
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    Misil balístico intercontinental Tópol-M (foto de arquivo)

    OTAN reprova decisão russa de fortalecer sua capacidade nuclear

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    A "retórica nuclear" da Rússia é perigosa e inadmissível, declarou nesta terça-feira o secretário geral da OTAN, Jens Stoltenberg.

    Caças Su-25 durante o ensaio geral da parada militar em homenagem ao 70 aniversário da vitória na Segunda Guerra Mundial de 1941-1945.
    © Sputnik/ Host Photo Agency/Vladimir Vyatkin
    Nesta terça-feira, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou o fortalecimento das forças de mísseis estratégicos, que receberão este ano mais de 40 mísseis balísticos intercontinentais.

    "Esse discurso de armas nucleares por parte da Rússia é infundado, desestabiliza e representa um perigo", afirmou em uma entrevista coletiva com o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker.

    Stoltenberg assegurou que a atuação da Rússia é um dos motivos pelos quais a OTAN está reforçando a preparação de suas tropas.

    "Respondemos para conseguir que a OTAN continue sendo no futuro uma aliança que contenha ameaças e proteja seus aliados", ressaltou.

    O secretário geral disse ainda que a atividade da OTAN em sua fronteira no leste é "proporcional, defensiva e corresponde a compromissos internacionais", enquanto a Rússia "é responsável por ações agressivas, em particular, na Ucrânia."

    Antes, o jornal The New York Times informou que o Pentágono se prepara para colocar carros de combate, veículos de infantaria e outras armas pesadas em países bálticos e do leste europeu para conter uma suposta "ameaça russa".

    O vice-ministro de Defesa da Rússia, Anatoli Antonov, disse nesta terça-feira que a OTAN pretende forçar a Rússia a uma nova corrida armamentista.

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    Tags:
    míssil balístico, armas nucleares, OTAN, Jens Stoltenberg, Rússia
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