04:20 22 Setembro 2018
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    Sistema de mísseis Patriot, fornecido pelos EUA, é estacionado em uma base militar da cidade polonesa de Morąg

    Rússia responderá ao envio de armas dos EUA para a Europa, afirma oficial russo

    © AP Photo / Marek Lis
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    Moscou dará uma resposta adequada caso os EUA concretizem o seu plano de instalar armas pesadas em países da Europa Oriental e do Báltico, disse hoje um funcionário do Ministério da Defesa da Rússia após relatos de que o Pentágono estaria analisando a possibilidade de enviar tanques, veículos de infantaria e outros armamentos pesados para a região.

    "Caso as armas pesadas norte-americanas, incluindo tanques, sistemas de artilharia e outros equipamentos de combate, sejam instaladas em países do Leste Europeu e do Báltico, esse será o passo mais agressivo do Pentágono e da OTAN desde o fim da Guerra Fria", disse à imprensa russa o coordenador do departamento de inspetores gerais do Ministério da Defesa, Yuri Yakubov. "E só restará à Rússia organizar as suas forças e meios em locais estratégicos do Ocidente", acrescentou. 

    Segundo Yakubov, a reação de Moscou deve começar pelo fortalecimento da fronteira ocidental russa, com a instalação de novos tanques e unidades aéreas e de artilharia. 

    "A brigada de mísseis guiados das Forças Armadas Russas na região de Kaliningrado será prontamente reequipada com sistemas de mísseis balísticos Iskander-M, e as forças combinadas da Rússia na Bielorrússia também serão consideravelmente reequipadas".

    De acordo com o New York Times, os Estados Unidos estão considerando enviar para as bases de seus aliados europeus da OTAN tanques, veículos de combate de infantaria e várias outras armas pesadas, acompanhados de três ou cinco mil soldados, como resposta à chamada “agressão russa” na Europa Oriental. A proposta de aumento da presença dos EUA na região, conforme especula a mídia americana, se daria através da instalação de equipamentos nos territórios de Lituânia, Letônia, Estônia, Polônia, Romênia, Bulgária e possivelmente Hungria.

    No entanto, lembrando que a Rússia deixou recentemente o Tratado sobre as Forças Armadas Convencionais na Europa, por considerá-lo inútil, Yuri Yakubov destacou que o país hoje não está vinculado a restrições sobre o número e tipo de armas que pode instalar em suas fronteiras, podendo responder adequadamente, com a força necessária, a qualquer tipo de ameaça. 

    "Nós abandonamos completamente esse tratado, ignorado por muitos países europeus, e estamos livres para organizar medidas em resposta e fortalecer nossas fronteiras ocidentais". 

    Segundo a assessoria do Kremlin, o governo russo só irá se pronunciar sobre o assunto após uma confirmação oficial por parte das autoridades norte-americanas sobre o polêmico plano. 

     

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    Tags:
    Tratado sobre as Forças Armadas Convencionais na Europa, armas, Iskander-M, Guerra Fria, Kremlin, The New York Times, OTAN, Yuri Yakubov, Bielorrússia, Kaliningrado, Mar Báltico, Leste Europeu, Washington, Bulgária, Romênia, Lituânia, Letônia, Estônia, Hungria, Polônia, Europa, Rússia, EUA
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