12:52 25 Fevereiro 2018
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    Veículo da polícia macedônia durante operação antiterrorista em Kumanovo, em 9 de maio de 2015.

    Americanos participaram em atentado em Macedônia

    © AP Photo/ Radovan Vujovic
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    Dois americanos e dois britânicos não só forneceram apoio como instrutores na Macedônia, mas também participaram pessoalmente de um ataque que teve lugar no início de maio na cidade de Kumanovo, norte do país, declarou em uma entrevista à Sputnik Sérvia o conhecido jornalista macedônio Mile Nedelkovski.

    Segundo ele, a informação veio do pessoal médico e da polícia que acompanhou a operação das autoridades contra os militantes islamistas.

    "Os dados sobre o número de vítimas mortais foram divulgados na noite de domingo, 10 de maio, um dia após o atentado. Foi dito que as autoridades eliminaram 14 terroristas, mas depois o número diminuiu milagrosamente para 10", se lembrou Nedelkovski.

    De acordo com fontes do hospital, da morgue e da Cruz Vermelha, o jornalista constatou que quatro dos terroristas mortos eram cidadãos estrangeiros com passaportes dos EUA e Grã Bretanha:

    “Segundo os documentos de identificação, três deles haviam chegado ao norte da Macedônia vindos da base de Bondsteel, no Kosovo.”

    O jornalista declarou:

    “A mídia que está sob o controle de Soros [empresário húngaro-americano – ed.] queria criar uma atmosfera de caos, eles escreveram que na manhã de sábado a polícia macedônia em Kumanovo matou uma menina e a sua mãe. Embora se tenha depois descoberto que era  mentira, eles não desmentiram o fato nem pediram desculpas. Durante o dia de sábado os terroristas albaneses em Kumanovo começaram as negociações para se render, e no domingo, os seis embaixadores – da Alemanha, França, Itália, Inglaterra, EUA e UE – estavam insistindo para que as autoridades parassem a operação e deixassem os militantes retornar ao Kosovo. Mas as autoridades se recusaram a fazê-lo.”

    Na segunda-feira, o chefe da missão da União Europeia e os embaixadores de países ocidentais exigiram abertamente que os nomes dos americanos e britânicos mortos não fossem publicados. A exigência foi também feita em várias reuniões entre o premiê macedônio, Nikola Gruevski, e representantes da comunidade mundial.

    Segundo Nedelkovski, um número crescente de cidadãos da Macedônia acha que o Ocidente poderá estar envolvido num jogo "cobarde e hipócrita" com o seu país. Há alguns anos atrás 90% das pessoas apoiaram a entrada na UE e a OTAN, agora o número não supera os 50%.

    O jornalista opina que na embaixada dos EUA em Skopje existe um "botão de ligar e desligar o fator albanês" que os EUA usam quando querem.

    No início de maio a polícia da Macedônia realizou uma operação antiterrorista na cidade de Kumanovo, após terroristas albaneses terem tentado ocupar a cidade sem qualquer exigência. Não foi divulgada a informação sobre perdas entre os civis.

    As tensões entre o governo da Macedônia e a diáspora albanesa continuam desde 2001, quando os rebeldes, que exigem mais direitos para a sua minoria, organizaram uma revolta contra o governo.

    Durante um dos últimos protestos contra o governo na capital macedônia, Skopje, o líder do partido União Social Democrata da Macedônia (SDSM), Zoran Zaev, que organizou o protesto, prometeu continuar as manifestações até que o premiê Gruevski renuncie. Ele acrescentou que, caso Gruevski não saia do governo, a Macedônia teria uma guerra semelhante à da Ucrânia.

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    Tags:
    opinião, protesto, crise, OTAN, Albânia, Kosovo, Macedônia, União Europeia, EUA
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