03:44 22 Fevereiro 2018
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    Rafael Correa, Evo Morales, François Hollande, Dilma Rousseff na cúpula UE-CELAC

    Presidente do Equador: América Latina deve ser um bloco unido

    © AFP 2018/ JOHN THYS
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    O presidente do Equador, Rafael Correa, concedeu uma entrevista à RT nas margens da cúpula UE-CELAC (União Europeia e Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos) em Bruxelas.

    Segundo Correa, tais reuniões entre blocos de Estados sempre são muito produtivas:

    “O mundo do futuro é o mundo composto por blocos. É por isso que a América Latina tem que cumprir o dever de se reforçar como bloco unido. E um exemplo de unidade pode ser a União Europeia, que após vários conflitos, dezenas de bilhões de vítimas, longa inimizade, consegue  ultrapassar as divergências graças à vontade política.”

    O presidente do Equador é agora presidente temporário da CELAC. Segundo ele, as principais áreas de trabalho são a educação, ciência e tecnologia:

    “No atual nível de desenvolvimento da região, e esse nível é médio, nós já não precisamos de esmolas, parceria desordenada, escola ali, um centro médico aí, estrada de terra lá. Precisamos desenvolver o talento das pessoas, melhorar as nossas universidades, intercâmbio de estudantes e bolsas de estudo… (o que, a propósito, já foi realizado na cúpula), bem como intercâmbio de realizações científicas e tecnologias.”

    O presidente do Equador recordou a frase, que, segundo ele, Lula disse durante a cúpula de UNASUL em Guiana cinco anos atrás:

    "Hoje a América Latina pode falar de cabeça erguida."

    Quer dizer, outras regiões já prestam atenção à América Latina.

    "Eu acho que a América Latina do século XXI é muito diferente. É preciso fazer muito, nós podemos perder muito, mas nunca voltaremos ao passado. Agora esta é a América Latina nova, que está procurando a integração, unidade, que tem peso no mundo e a sua opinião e, como eu sempre digo ao meu povo, o mais importante é que nós restabelecemos a confiança em nossas capacidades", disse.

    Correa também sublinhou a importância da mídia alternativa e comentou a abordagem da política externa imperialista dos EUA.

    Ele acredita que, para alcançar os seus objetivos, os EUA realizam golpes de Estado em outros países, mas os seus métodos mudaram ao longo do tempo:

    "Agora apareceu uma nova estratégia. Já não se trata de um golpe de Estado básico, agora trazem a população às ruas, privam o governo de legitimidade, dizendo que ele alegadamente viola os direitos humanos, enchem as prisões de políticos da oposição, jornalistas, etc. <…> Eles provocam o descontentamento do povo, e provavelmente o medo também. Finalmente, as pessoas ficam cansadas disso, porque todos nós somos pessoas normais. E finalmente, o povo diz ‘bem, eu gosto do governo de Maduro, Correa, Evo Morales, Cristina Fernández de Kirchner, mas sim, a controvérsia é demais, o barulho é demais.’ Esta é a estratégia."

    Tags:
    política, economia, mídia, CELAC, EUA, União Europeia, Equador, América Latina
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