07:17 19 Setembro 2020
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    O “enfoque no Oriente” da política de gás russa não vai contra a vertente europeia, assegura o ministro da Energia da Federação da Rússia, Aleksandr Novak.

    "Eu gostaria de sublinhar que o "enfoque no Oriente" na nossa política do gás não significa uma renúncia ao desenvolvimento da infraestrutura na direção da Europa. Como sempre, nós garantimos a satisfação da demanda dos nossos parceiros tradicionais", disse o ministro durante uma intervenção na Duma de Estado nesta quarta-feira (10).

    Para Novak, o gasoduto Turkish Stream (Corrente Turca) é uma boa opção neste sentido:

    "A construção do Turkish Stream, da capacidade de 63 bilhões de metros cúbicos ao ano, é uma das medidas destinadas à solução do problema do trânsito do gás para a Europa".

    O ministro russo sublinhou também que a estatal russa Gazprom está mantendo negociações com os participantes do agora extinto projeto South Stream para regular as questões de custos.

    O projeto de gasoduto South Stream foi suspenso definitivamente em dezembro de 2014, após forte pressão por parte do Ocidente. O gasoduto devia passar pela Bulgária, Hungria e Sérvia.

    Agora, o Turkish Stream se apresenta como uma alternativa viável. Várias das infraestruturas já construídas ou iniciadas no quadro do South Stream poderão servir para este projeto. Por exemplo, o trecho marítimo (no mar Negro) dos dois projetos praticamente coincide.

    Segundo as expectativas do presidente da Gazprom, Aleksei Miller, o Turkish Stream deverá começar a funcionar até finais de 2016.

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    Tags:
    Corrente Turca, gasoduto, gás, Gazprom, Aleksandr Novak, Rússia
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