06:33 23 Setembro 2019
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    Fuzileiros navais dos EUA chegaram à Ucrânia para participar do treinamento das forças armadas

    Especialista: EUA realizam mais uma vez "cenário de Vietnã" na Ucrânia

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    Ucrânia: campo de batalha (285)
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    Já passaram três meses desde o início do treinamento militar dos soldados ucranianos realizado por 300 fuzileiros navais dos EUA.

    De acordo com Maksim Shepovalenko, analista militar do Centro de Análise Estratégica e Tecnologia de Moscou, a presença de instrutores norte-americanos indica a intenção dos EUA de permanecerem na Ucrânia.

    De acordo com ele, os EUA fizeram o mesmo no Vietnã: tudo começou com o envio de instrutores e mais tarde evoluiu para uma intervenção militar de larga escala.

    O analista foi citado pelo canal de TV norte-americano NBC, que divulgou:

    “Os militares norte-americanos estão ensinando as tropas ucranianas a entrar da Rússia, e o regime de Vladimir Putin considera este passo como uma séria provocação.”

    Os norte-americanos já realizaram manobras conjuntas com os ucranianos, mas esta é a primeira vez que eles realizam treinamentos. Como foi observado no artigo, publicado no site do NBC, este treinamento é realizado a pedido das autoridades de Kiev, que estão tentando modernizar suas Forças Armadas.

    Os EUA insistem que a ajuda militar é limitada à defesa. De acordo com eles, eles não enviam armas para a Ucrânia, mas apenas equipamentos de proteção, caixas de primeiro socorro e transporte. No entanto, o treinamento contínuo também sinaliza a Moscou que Washington tem a intenção de defender o governo de Kiev "orientado para o Ocidente".

    Segundo declarou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov em abril (após os instrutores americanos terem chegado à Ucrânia), “a participação de instrutores ou especialistas de países terceiros em território ucraniano, onde o conflito interno ainda não foi resolvido, poderá desestabilizar a situação.”

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    Ucrânia: campo de batalha (285)

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    Defesa, opinião, Exército, EUA, Ucrânia
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