00:06 04 Agosto 2020
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    Segundo a vice-diretora do departamento de imprensa da chancelaria russa, Maria Zakharova, a decisão do Parlamento Europeu de limitar a entrada do embaixador russo Vladimir Chizhov na UE, é o retorno "à época da Santa Inquisição".

    Na véspera, a assessoria de imprensa do presidente da Assembleia Parlamentar da UE, Martin Schulz, declarou que a decisão de limitar o acesso de Chizhov foi tomada em resposta à lista de cidadãos da UE proibidos de entrar na Rússia.

    Lembramos que, em 30 de maio, Moscou confirmou ter enviado para os países membros da UE uma lista de pessoas cuja entrada na Rússia não é permitida. A lista inclui 89 nomes. Desde então, vários países do bloco europeu recorreram às embaixadas russas solicitando explicações sobre a "lista negra".

    Segundo explicou a assessoria de imprensa, o diplomata poderá visitar o Parlamento Europeu, mas "terá de solicitar o acesso para cada visita".

    Hoje, 3 de maio, a decisão do Parlamento Europeu foi especificada. Maria Zakharova declarou que Chizhov e mais um diplomata russo afinal das contas podem entrar livremente no Parlamento Europeu, mas outros diplomatas russos da missão permanente russa na UE foram privados deste direito.

    "Parece que a burocracia europeia está parcialmente retornando à época da Santa Inquisição. Foi declarada uma caça às bruxas. O indexo da mídia russa foi aplicado", escreveu Zakharova na sua página em Facebook.

    Parece que o Parlamento Europeu decidiu copiar o sistema da OTAN – limitar o acesso a todas as missões diplomáticas. Na prática isso significa que o trabalho da missão no Parlamento Europeu se tornará praticamente impossível.

    "Eu vou ao Parlamento Europeu frequentemente, mas não diariamente. Mas os meus funcionários quase todos os dia realizam visitas, porque no Parlamento Europeu são realizadas muitas audiências públicas e outros eventos interessantes. Quer dizer, a decisão pode afetar a missão permanente", comentou o embaixador russo.

    O cientista político Sergei Mikeev, que em 2014 foi privado do acesso aos países da zona Shengen sem explicação de razões, comentou a situação à emissora Sputnik Srbija:

    “O problema é fácil de explicar. Europeus e norte-americanos realmente se consideram acima de todos os outros, pessoas de primeira classe e julgam que podem aplicar sanções, estabelecer limites, sem informar ninguém de nada, podem deter pessoas na fronteira. Mas ninguém pode fazer o mesmo em relação a eles. É por isso que nós introduzimos as listas em resposta, e, a propósito nós agimos simetricamente e, eu mesmo diria, de forma mais humana do que eles, e simplesmente irritamo-los.”

    O vice-ministro russo do Exterior, Sergei Ryabkov, comentando a situação, declarou que os deputados europeus tomam decisões com cada vez menos sentido. Ele também declarou que não há nada para fazer no Parlamento Europeu:

    “O meu colega Chizhov não perderá muito se não visitar o edifício do Parlamento Europeu. Este assembleia geralmente não deve ser visitada – não há nada para fazer lá com ou sem restrições de acesso. Porque, tendo em conta as emoções da maioria parlamentar, tudo o que eles podem dizer e todas as decisões que podem tomar, é fácil ver que o bom senso não impera, pelo menos em tudo que tem a ver com a Rússia.”

    "E o que teremos em seguida? Tribunais da Igreja condenando diplomatas russos à morte na fogueira em Bruxelas?" – pergunta nesta conexão a representante do Exterior russo Zakharova. "A questão ao Parlamento Europeu continua aberta: qual é o sentido da ação de limitar o acesso ao embaixador russo? Deve pelo menos existir alguma explicação lógica!"

    Tags:
    lista negra, chancelaria, diplomacia, Parlamento Europeu, Ministério das Relações Exteriores, União Europeia, Rússia
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