01:05 16 Dezembro 2018
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    Alexis Tsipras, primeiro-ministro da Grécia

    Parlamento Europeu: Grécia deve deixar zona do euro se não cumprir obrigações

    © REUTERS / Kostas Tsironis
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    A Grécia deverá deixar a zona do euro se não cumprir as exigências dos credores, disse na terça-feira o vice-presidente do Parlamento Europeu, Alexander Lambsdorff, em entrevista ao canal de TV alemão ZDF.

    Os políticos gregos disseram no final de maio que Atenas será incapaz de cumprir o próximo pagamento ao Fundo Monetário Internacional (FMI). Até 5 de junho, a Grécia deve transferir para o Fundo 300 milhões de euros e, no período de 5-19 de junho, mais 1,6 bilhões de euros.

    Na segunda-feira, a chanceler alemã Angela Merkel, o presidente francês, François Hollande, o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, o presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi e a presidente do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, se reuniram a portas fechadas, em Berlim.

    De acordo com algumas fontes, na reunião foi discutida a proposta final ao governo grego sobre a obtenção do novo pacote de ajuda, o que permitiria a Atenas continuar na zona do euro.

    “Se a Grécia não o cumprir, então, eu digo de forma inequívoca, o país deverá deixar a zona do euro”, declarou Lambsdorff.

    Na opinião dele, se a saída da Grécia tivesse ocorrido há alguns anos, isso "teria sido um desastre, porque afetaria Espanha, Portugal e Irlanda”. Mas agora estes países realizaram as reformas necessárias para fortalecer sua economia, enquanto a Grécia continua a prejudicar a zona do euro, não conseguindo pagar as dívidas.

    Na segunda-feira, o ex-premiê de Portugal e ex-presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, também disse que uma eventual saída da Grécia da zona do euro seria um precedente "negativo", mas não catastrófico.

    "Uma saída da Grécia do euro pode ser gerida, mas é negativa do ponto de vista do precedente que abre. Portanto, se a Grécia sair do euro, não vai haver, penso, imediatamente uma turbulência dos mercados, como teria havido alguns anos atrás, com efeitos terríveis de contaminação ", afirmou Durão Barroso.

    Entretanto, o comissário europeu para os assuntos econômicos e financeiros, Pierre Moscovici, opina que durante as negociações entre a Grécia e os credores foi feito um progresso substancial, mas ainda há uma necessidade de mais esforços conjuntos para assinar o acordo final.

    “Há uma base sólida para o progresso, mas até agora não o alcançamos”, disse Moscovici em entrevista à rádio France Inter. Mais cedo na terça-feira, o primeiro-ministro da Grécia, Alexis Tsipras, disse que o governo grego apresentou para os credores um plano para sair da crise. Ele reconheceu que Atenas fez concessões:

    “Nós apresentamos um plano realista para a saída da Grécia da crise, um plano que também porá fim aos roteiros de divisão da Europa”.

    No entanto, o premiê acrescentou que está sendo otimista.

    “Acho que a liderança política da Europa irá considerar as nossas propostas com respeito e aderir à visão realista”, disse Tsipras ao canal Skai.

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    Tags:
    dívida, euro, Parlamento Europeu, José Manuel Durão Barroso, Jean-Claude Juncker, Federica Mogherini, Alexis Tsipras, Angela Merkel, União Europeia, Grécia
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