13:02 13 Julho 2020
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    A formação do tandem político-militar entre a Rússia e a China é o maior fracasso da administração de Barack Obama, opina o presidente do Comitê da Duma de Estado para as Relações Exteriores, Aleksei Pushkov.

    “Do ponto de vista dos princípios da política externa americana, posicionar-se ao mesmo tempo contra Pequim e Moscou é algo proibido. Isto é perigoso e desvantajoso para os EUA. Além disso, o poderio da China neste momento está a um nível muito superior ao que estava nos tempos de Mao Tsé-Tung. A formação do tandem político-militar entre a Rússia e a China é o maior fracasso da administração de Obama. Não são os fracassos no Afeganistão, Iraque ou na Líbia, mas esse exatamente”, disse Pushkov numa entrevista ao jornal Izvestia.

    Segundo ele, a aliança alternativa entre a China e a Rússia influenciará diretamente as posições estratégicas dos EUA e seus aliados.  

    “Os americanos reagem nesta escolha estratégica errada de maneira específica. Eles convencem-se que isto não é um problema. Mas as recentes manobras navais conjuntas entre a China e a Rússia no Mar Negro e Mediterrâneo é um salto qualitativo na situação, um sinal importante para os EUA e a OTAN”, opina Pushkov. 

    O deputado frisa o fato de que, com esses treinamentos, a China “tem pretensões a algo muito mais importante – estar presente em outras zonas marítimas”.

    “Ela [a China] declara que pretende garantir seus interesses em zonas distantes fora das suas fronteiras. A China dá os primeiros passos como potência global. E isso além da aliança sem precedentes com a Rússia”, declarou.

    Entretanto a China tenta reforçar as suas posições na região estratégica para o gigante asiático – no mar do Sul da China. Por exemplo, tornou-se público que a China tem planos de estabelecimento de uma zona de identificação de defesa aérea nas águas disputadas deste mar. 

    Ao mesmo tempo, a Rússia também quer garantir a sua presença na região. Em maio de 2016 a Marinha russa planeja participar das manobras internacionais sobre a segurança naval e luta contra o terrorismo no mar do Sul da China, disse neste sábado (30) o vice-ministro da Defesa da Rússia Anatoly Antonov. 

    Os treinamentos navais serão organizados pela Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN, na sigla em inglês) junto com os oito principais parceiros de diálogo da associação, inclusive a Rússia e a China.

    Tags:
    treinamento militar, cooperação, Exército, Marinha, Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), Aleksei Pushkov, Barack Obama, China, EUA, Rússia
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