03:08 21 Julho 2018
Ouvir Rádio
    Smoke rises after a bomb attack in the city of Ramadi, May 15, 2015

    Vice-premier do Iraque criticou as tropas do próprio governo treinadas nos EUA

    © REUTERS / Stringer
    Mundo
    URL curta
    Estado Islâmico: pior ameaça mundial (299)
    0 315

    O vice-premier do Iraque, Saleh al-Mutlaq, criticou as ações dos militares treinados nos EUA, que não conseguiram defender a cidade de Ramadi dos militantes do Estado Islâmico.

    Al-Mutlaq disse, durante uma entrevista à CNN, que a falta de empenho na defesa de Ramadi “deixou a todos muito surpresos”. “Não sabemos o porquê das tropas, que foram treinadas durante anos pelos americanos e que deveriam ser a melhor divisão do exército, terem entregado Ramadi dessa forma”, reclamou o vice-premier do Iraque.

    “Este não é o exército que nos desejamos e queremos ver”, adicionou a autoridade. 

    O secretário da Defesa dos EUA, Ashton Carter, afirmou, em uma entrevista anterior, que o exército iraquiano abandonou a cidade de Ramadi na semana passada por falta de vontade de lutar contra o Estado Islâmico (EI). Segundo o chefe do Pentágono, o número de soldados iraquianos superava o número de jihadistas em 10 vezes. “Podemos proporcionar treinamento a eles [iraquianos], podemos dar equipamento a eles, mas obviamente não podemos dar-lhes a vontade de lutar”, acrescentou Carter.

    A ofensiva do Estado Islâmico no Iraque coincidiu com o sucesso militar do grupo terrorista na Síria, onde os jihadistas ocuparam a cidade histórica de Palmira. Os EUA e seus aliados iniciaram, em 2014, uma operação contra Estado Islâmico no Iraque e na Síria, conduzida por forças aéreas e sem presença de contingentes em terra. 

    Tema:
    Estado Islâmico: pior ameaça mundial (299)

    Mais:

    Estado Islâmico ofende Michelle Obama
    Jornal: presidentes latino-americanas receberam ameaças do Estado Islâmico
    Grã-Bretanha está preocupada com um ataque químico do Estado Islâmico
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik