13:50 25 Setembro 2017
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    Autoridades alegam que o responsável pelo ataque em quartel de Túnis sofria de problemas psicológicos

    Soldado mata sete companheiros em quartel da Tunísia

    © AFP 2017/ FETHI BELAID
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    Um militar tunisiano foi morto a tiros em seu próprio quartel depois de atirar e matar sete soldados da sua unidade e deixar outros dez feridos nesta segunda-feira (25), na cidade de Túnis, capital do país. Segundo autoridades, ele teria sofrido um surto psicótico.

    O Ministério do Interior informou rapidamente que o ataque não teria ligação com terrorismo, mas fontes do Ministério da Defesa disseram que essa possibilidade não poderia ser descartada antes de uma investigação detalhada dos acontecimentos. 

    Belhassen Oueslati, porta-voz da Defesa da Tunísia, declarou que o autor da chacina, Mehdi Jmai, estava nas Forças Armadas há 16 anos e, nos últimos tempos, vinha sofrendo com problemas familiares e psicológicos. 

    "Ele estava tenso nas últimas semanas e tinha se tornado indisciplinado", disse Oueslati, acrescentando que, por esse motivo, o soldado foi proibido de portar armas e vinha realizando tarefas de menor responsabilidade. A arma utilizada por Jmai teria sido roubada de um colega, vítima de um ataque prévio, a facadas. 

    A tragédia desta segunda-feira, em Túnis, chamou novamente a atenção da imprensa internacional para a questão da segurança na Tunísia poucos meses depois do ataque terrorista ao Museu Nacional do Bardo, um dos piores dos últimos anos. Na ocasião, homens armados entraram atirando contra os turistas que se encontravam no local, matando 21 pessoas e deixando dezenas de feridos. 

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    Tags:
    tiroteio, terrorismo, ataque, Belhassen Oueslati, Mehdi Jmai, Túnis, Tunísia
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