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    Ucrânia em foco da política internacional (289)
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    Durante os exercícios militares Fearless Guardian - 2015, os instrutores norte-americanos compartilharão sua “experiência prática” com a guarda nacional da Ucrânia, segundo informou redação russa da radio Voz da América, que transmite no mundo as posições oficiais do Departamento de Estado dos EUA.

    O treinamento da guarda nacional da Ucrânia com instrutores americanos é um “investimento a longo prazo” no processo de garantia da segurança do povo ucraniano. A afirmação foi feita no dia 19 de maio pelo comandante das forças terrestres dos EUA na Europa, general Ben Hodges.

    Ben Hodges destacou que o governo de Kiev compreende perfeitamente a necessidade desse tipo de “investimento” para a manutenção da segurança no país. 

    “Essa é uma visão de longo prazo para o preparo profissional e busca por possibilidades de treinamento dos oficiais por representantes de outros países. É importante esse reconhecimento da necessidade de uma base de investimento para garantir a segurança do povo ucraniano. Eu acho que esse é o caminho certo”, disse Ben Hodges aos jornalistas em Kiev.  

    “Ajudaremos vocês a defender o seu direito de proteger o seu país. Faremos de tudo para que a guarda nacional domine a experiência prática dos militares norte-americanos”, disse Hodges. Ele disse que 25 exercícios militares da OTAN estão sendo planejados ainda este ano e manifestou certeza de que a escala desses exercícios deverá ser cada vez mais ampliada.

    Os treinamentos militares conjuntos ucraniano-americanos Fearless Guardian – 2015 começaram no dia 20 de abril na região de Lvov, na Ucrânia, segundo o serviço de imprensa do Ministério da Defesa da Ucrânia. A presença de militares americanos na Ucrânia viola diretamente os acordos de Minsk, nomeadamente o 10º ponto, que prevê “a retirada de todas as unidades armadas e material bélico estrangeiros, assim como dos mercenários, do território da Ucrânia, sob a supervisão da OSCE, bem como o desarmamento de todos os grupos armados ilegais”.

    Os exercícios acontecem tendo como pano de fundo a gradual retomada e intensificação dos conflitos no leste ucraniano. Na noite de 18 para 19 de maio as Forças Armadas da Ucrânia recomeçaram os bombardeamentos intensivos da cidade de Donetsk e aumentaram a sua atividade na área do aeroporto de Donetsk. As partes do conflito trocam acusações de violar os Acordos de Minks. Oficialmente, entretanto, o cessar-fogo segue em vigor.

    Kiev está realizando, desde meados de abril, uma operação militar para esmagar os independentistas no leste da Ucrânia, que não reconhecem a legitimidade das novas autoridades ucranianas, chegadas ao poder em resultado do golpe de Estado ocorrido em fevereiro de 2014 em Kiev. Segundo os últimos dados da ONU, mais de seis mil civis já foram vítimas deste conflito.

    Desde 9 de janeiro, a intensidade dos bombardeios na região aumentou, bem como o número de vítimas do conflito. Isto fez regressar ambas as partes às negociações. O novo acordo de paz, firmado em Minsk entre os líderes da Rússia, da Ucrânia, da França e da Alemanha inclui um cessar-fogo global no leste da Ucrânia, assim como uma reforma constitucional com a entrada em vigor até o final do ano de 2015 de uma nova Constituição, com a descentralização como elemento-chave (tendo em conta as particularidades das regiões de Donetsk e Lugansk, acordadas com os representantes destas áreas), e também a aceitação de uma legislação sobre o estatuto de Donetsk e Lugansk.

    Tema:
    Ucrânia em foco da política internacional (289)
    Tags:
    exercício militar, Acordos de Minsk, OTAN, Ben Hodges, EUA, Ucrânia
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