16:35 25 Novembro 2020
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    Segundo as últimas informações, a ONU aprovou o plano do Irã de usar o Djibouti como ponto de trânsito da ajuda humanitária destinada ao Iêmen.

    O anúncio foi feito nesta quarta-feira (20), depois do encontro do chanceler iraniano, Mohammad Javad Zarif, com a vice-secretária das Nações Unidas para Assuntos Humanitários, Valerie Amos. O encontro coroa os esforços que o Irã tem aplicado recentemente para que o Djibouti coopere na transferência da ajuda humanitária.

    Na quinta-feira (21), um avião iraniano deverá transportar uma carga humanitária para o país africano.

    Além disso, foi confirmado hoje que, dentro de pouco, o navio iraniano Iran Shahed deve chegar ao porto iemenita de Hodeida transportando ajuda humanitária.

    Explosão após um ataque aéreo da Arábia Saudita em Sanaa, capital do Iêmen
    © AP Photo / Hani Mohammed
    A Arábia Saudita desaprova esta atuação do Irã e ameaça com uma ação militar contra o navio.

    O Irã tem insistido com firmeza que pretende fazer chegar ajuda humanitária ao povo iemenita, não obstante os obstáculos. E parece que o fará. As autoridades de Teerã até têm afirmado que irão declarar guerra contra quem ousar impedir que o Iran Shahed chegue ao porto no mar Vermelho. Especialistas acreditam que não se trata de ameaça mas de um vestígio do discurso tradicional iraniano.

    A tentativa iraniana de fornecer ajuda humanitária ao Iêmen é apoiada pela Rússia. A chancelaria desse país reiterou que irá buscar vias para persuadir a ONU a dar início a um processo de negociações entre as partes em conflito em torno do Iêmen.

    Coalizão bombista não quer a paz

    No entanto, os membros da coalizão liderada pela Arábia Saudita resolveram que não irão cessar os bombardeios.

    A conferência dos aliados em Riad terminou na terça-feira (19) com uma manifestação de apoio ao presidente exilado do Iêmen, Abed Rabbo Mansour Hadi. Traduzindo: o apoio significa, neste caso, a continuação dos ataques contra as posições dos rebeldes houthis.

    A trégua de cinco dias, que recentemente expirou, não foi tranquila. Houve acusações de violações do cessar-fogo de ambas as principais partes do conflito. Em um discurso depois do fórum, o presidente exilado Hadi disse: "As milícias houthis e as forças leais ao [ex-presidente do Iêmen, Ali Abdullah] Saleh não compreenderam corretamente o sentido da trégua, o que se refletiu nas contínuas violações da mesma".

    © Sputnik
    Explosões no Iêmen em 20 de maio

    No entanto, os houthis acusam por sua vez a parte saudita de ter realizado ações militares durante o cessar-fogo.

    A posição dos EUA também preocupa os observadores, já que este país apoia abertamente a intervenção armada dos sauditas.

    Tags:
    ONU, Mohammad Javad Zarif, Djibouti, Irã, Arábia Saudita, Iêmen
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