21:48 26 Setembro 2020
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    O senador John McCain, ex-rival de Barack Obama nas eleições presidenciais, disse em uma entrevista à MSNBC: "Os erros da política de Obama no Oriente Médio levaram a que a iniciativa dos EUA passasse para o Irã, que controla hoje a situação no Iêmen, Iraque, Síria e Líbano".

    O senador também frisou que o problema dos Estados Unidos no Oriente Médio é que os seus aliados, a Arábia Saudita e a Turquia, consideram a ameaça do Irã maior do que a do "Estado Islâmico." Segundo o senador, esses países estão preocupados com a crescente influência do Irã na região. Mas será que as coisas são realmente assim? Será que o Irã mantém sob controle quatro capitais de países árabes? O político iraniano e especialista em questões do Oriente Médio Hassan Hanizadeh, editor-chefe da agência de notícias iraniana MehrNews, esclareceu esta questão em entrevista ao Sputnik Persian:

    "O fato de que John McCain é um representante do bloco radical dos republicanos, bem como membro do assim chamado "lobby sionista" no Congresso dos EUA, deixa clara a sua posição negativa e preconceituosa em relação ao Irã. Mas o fato de o Irã ter uma posição muito estável e influente no Oriente Médio é explicado pela opção da República Islâmica, em contrapeso à política dos EUA, pelo caminho da cooperação pacífica com os povos da região.

    Desde 11 de setembro de 2001, os Estados Unidos mantêm uma política de agressão em relação aos países da região, incluindo o Afeganistão, o Iraque, a Síria e a Líbia, com o uso da força militar. Esta política causou ódio na população muçulmana dessa região.

    Os EUA, matando civis, prestando apoio para Israel e Arábia Saudita na sua expansão militar, perderam credibilidade, popularidade e seu poder na região. O Irã se opõe contra esta política americana e por isso conseguiu conquistar a confiança dos países que sofreram as ações dos EUA.

    Não tenho dúvidas de que os EUA perderão no futuro a sua influência não só no Oriente Médio, mas também no leste da Ásia."

    Segundo o especialista, os governos dos países da região fizeram uma escolha consciente de manter relações aliadas com o Irã.

    O Irã nunca quis estabelecer o controle sob as quatro capitais dos países árabes. Por isso, as declarações do senador McCain são absolutamente infundadas e não têm sentido.

    Os Estados Unidos consideram só a presença militar na região. E o Irã acredita que só os povos podem determinar seu destino:

    "Os povos dos países da região e os seus governos, escolheram conscientemente e de todo coração o lado do Irã, porque a República Islâmica (ao contrário dos EUA) não aplica uma política de expansão. Recentemente o Congresso dos EUA apresentou um plano para dividir o Irã em três grupos e um plano de eliminação do governo da Síria. O último ataque dos EUA ao Irã não é só a expansão militar, mas também a violação grave do direito internacional. O senador McCain deve compreender uma coisa — o aumento de influência e o fortalecimento da posição iraniana na região são resultado do ódio que os EUA fizeram nascer nos povos da região com a sua política de força militar."

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    Tags:
    John McCain, Oriente Médio, Irã, EUA
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