01:23 19 Agosto 2019
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    Emigrantes africanos em bote inflável tentam cruzar o Mediterrâneo em direção à Europa

    Líbia rejeita ação militar contra navios de migrantes

    © AP Photo / Alessandro Di Meo/ANSA
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    O governo da Líbia rejeitou nesta segunda-feira a decisão da União Europeia de lançar um plano militar para conter o tráfico de imigrantes no Mediterrâneo. Segundo as autoridades do país norte-africano, tal solução não vai ao encontro das determinações dos direitos humanos.

    "A opção militar para lidar com as embarcações dentro ou fora das águas líbias não pode ser considerada humana", declarou à imprensa o porta-voz Hatem el-Ouraybi, acrescentando que o governo não aceitará violações da soberania líbia. No entanto, el-Ouraybi não descartou a possibilidade de assinatura de um novo plano, coordenado com Trípoli. 

    Mais cedo, em Bruxelas, a Comissão Europeia aprovou a criação de uma missão, intitulada EUNAVFOR MED, para deter ou interceptar, na costa da Líbia, barcos, lanchas e navios suspeitos de levarem imigrantes ilegais para a Europa. A ação, que já conta com o apoio da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), ainda carece de aprovação por parte das Nações Unidas. 

    De acordo com dados oficiais, mais de 5 mil pessoas morreram nos últimos 18 meses tentando atravessar o Mediterrâneo em direção à Europa. Só no último naufrágio registrado na costa da Líbia, no final do mês passado, foram 800 mortos. 


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    Tags:
    EUNAVFOR MED, migração, operação militar, Nações Unidas, Comissão Europeia, União Europeia, OTAN, ONU, Hatem el-Ouraybi, Mar Mediterrâneo, Trípoli, Líbia, Bruxelas, África, Europa
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