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    O presidente do Equador, Rafael Correa, alertou para a existência de uma estratégia para “desestabilizar e neutralizar os governos progressistas" na região. A informação foi divulgada nesta quinta-feira, 14, pela mídia local.

    "Existem padrões de comportamento que não são aleatórios (…) é claramente para neutralizar os governos progressistas da nossa América que estão tentando mudar as coisas (…) são parâmetros que são repetidos em diferentes países com governos progressistas", disse ele durante uma coletiva de imprensa em Quito.

    Correa disse que um dos elementos da estratégia é a mobilização permanente de setores da oposição e da guerra psicológica e econômica, entre outros.

    O presidente equatoriano disse que os casos de Brasil, Venezuela, Argentina, Bolívia e Equador, mostraram que os atores políticos que promovem este tipo de ação estão "em contato" de articulação a nível internacional. Com isso, Correa pediu a união dos governos progressistas da região.

    "Assim como a direita, os grupos reacionários e as elites estão se unindo para a restauração conservadora da rebelião burguesa para defender a sua ‘liberdade’, seus ‘direitos humanos’, sua ‘democracia’, sua ‘liberdade’, seu 'conceito de democracia’, por isso devemos nos unir", disse o líder equatoriano.

    Rafael Correa também observou que os meios de comunicação são um dos principais atores nesta estratégia de desestabilização regional. 

    “O poder midiático está na espinha dorsal, na base do poder que tem dominado a América Latina; se queremos uma mudança real na América Latina, tem que mudar o poder da mídia para o bem comum, para informar, não para manipular, jornalistas para cumprir o seu papel de jornalistas, e não de políticos disfarçados de jornalistas".

    No caso do Brasil, a filósofa Viviane Mosé, em entrevista concedida à Rádio Sputnik, ao analisar analisou as manifestações realizadas em março no Brasil contra o atual governo, declarou que há um perigo do crescimento das forças nacionais de extrema direita e disse que não há dúvidas de que existem grupos externos interessados em desestabilizar o país.

    “Nós temos forças no Brasil de direita, nós temos o crime organizado, nós temos forças internacionais interessadas em desestabilizar o Brasil e nós temos dois milhões de pessoas ingênuas na rua, com uma bandeirinha na mão, ‘porque sou contra e não sei exatamente por quê’”, disse a especialista.

    Para Viviane Mosé, falta aos manifestantes em geral um discurso claro contra aquilo que é visto como a principal fonte de insatisfação, a corrupção. 


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    Tags:
    Rafael Correa, Brasil, América Latina, Equador
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