20:14 20 Agosto 2017
Ouvir Rádio
    Bandeira da União Soviética sobre o Palácio do Reichstag, em 2 de maio de 1945.

    Rússia revela documentos sobre tropas estrangeiras no Exército Vermelho

    © Sputnik/
    Mundo
    URL curta
    0 1684193

    Às vésperas do Dia da Vitória, quando o mundo comemora os 70 anos da vitória soviética sobre a Alemanha nazista, o Ministério da Defesa da Rússia publicou uma série de documentos previamente secretos sobre a criação, na URSS, das unidades militares estrangeiras que lutaram ao lado do Exército Vermelho.

    "Os documentos publicados refletem a história da criação das unidades tchecoslovacas, iugoslavas, romenas, búlgaras, húngaras e polonesas que formavam parte do Exército Vermelho", afirma a declaração ministerial, publicada na página oficial da pasta.

    Entre os materiais revelados se encontram documentos que tratam da criação do célebre Regimento Normandie-Niemen da Força Aérea francesa, que lutou contra os nazistas ao lado das tropas soviéticas até o final da guerra na Europa.

    O dossiê também revela, por exemplo, que mais de 80 mil voluntários poloneses combateram no Primeiro Exército da Polônia, criado em território da URSS.

    No total, o Ministério da Defesa russo publicou mais de 250 documentos, incluindo relatórios, acordos, comunicados, telegramas, cartas e descrições de combates.

    "Os materiais publicados dão continuidade à atividade da organização militar para a defesa e a proteção da verdade histórica e neutralizam as tentativas de falsificar a História e de distorcer os resultados da Segunda Guerra Mundial", afirma a nota do ministério russo.

    Ultimamente, diante das tensões exacerbadas entre a Rússia e o Ocidente devido à crise na Ucrânia, tem sido cada vez mais frequente o pronunciamento de líderes e autoridades estrangeiras que procuram igualar o comunismo ao nazi-fascismo e diminuir ou anular retoricamente o papel decisivo do Exército Vermelho na vitória contra a ameaça nazista em 1945. 

    O Parlamento da Ucrânia, por exemplo, aprovou recentemente uma lei que proíbe qualquer manifestação dos regimes “comunista e nacional-socialista” no país, incluindo quaisquer usos dos símbolos soviéticos.  

    Moscou tem chamado a atenção da comunidade internacional para esta tendência, bem como para as suas perigosas consequências políticas e sociais, particularmente no que se refere ao fortalecimento da ideologia neonazista na Ucrânia e em outros países do leste europeu. 

    Uma recente pesquisa realizada pela ICM Research e pela Sputnik no Reino Unido, na Alemanha e na França mostra que apenas 13% dos entrevistados reconhecem o papel fundamental da URSS na liberação da Europa. No entanto, foi o Exército Vermelho que, sozinho, liberou mais de 120 milhões de pessoas em territórios hoje pertencentes a 16 países europeus independentes, além de ter participado na liberação de pelo menos outros seis países ao lado dos aliados.

    Apesar de tudo, Moscou segue firme na resolução de honrar a memória das 27 milhões de vidas soviéticas perdidas na grande batalha contra o nazismo (segundo números confirmados em comunicado oficial pelo ministro da Defesa do Brasil, Jaques Wagner). No próximo sábado, 9 de maio, a Rússia festejará os 70 anos da vitória na Segunda Guerra Mundial e receberá líderes de todo o mundo para as solenidades oficiais em Moscou. 

    Mais:

    Shoigu: Parada da Vitória será o maior evento da história recente da Rússia
    Putin diz que é impossível remodelar a História para se adequar à situação política
    Força Aérea da Rússia prepara-se para o Dia da Vitória
    Ministro da Defesa representará Dilma nas comemorações do Dia da Vitória na Europa
    Rússia agradece América Latina pelo apoio na vitória contra o nazismo
    Tags:
    neonazismo, nazismo, Dia da Vitória, Segunda Guerra Mundial, Jaques Wagner, Moscou, Ucrânia, URSS, Rússia
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik