17:05 26 Setembro 2021
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    O ex-enviado especial da ONU para a Síria Lakhdar Brahimi disse à agência Rússia Hoje e à RIA Novosti que a ascensão do grupo jihadista Estado Islâmico em todo Oriente Médio e norte da África foi causada pela invasão liderada pelos EUA ao Iraque em 2003.

    “A atividade do Estado Islâmico é consequência direta da ocupação do Iraque pelos EUA, eles não deveriam ter invadido o Iraque.” Brahimi acrescentou que os ataques aéreos, atualmente desenvolvidos por uma coalizão liderada pelos EUA contra as posições do grupo extremista na Síria e no Iraque não impediu a propagação da causa jihadista na região.

    “O terrorismo deve ser combatido. Foi feita uma tentativa de combater o terrorismo com a aviação. Mas os ataques aéreos não resolvem o problema. Esses métodos não podem resolver a situação política criada pelo Estado Islâmico”, disse Brahimi.

    O diplomata ressaltou a necessidade de uma solução política não-violenta para a crise iraquiana e síria, pois as operações militares não conseguiram produzir resultados. Brahimi também saudou a contribuição da Rússia para as tentativas de reconciliação e de se acabar com a guerra civil em curso na Síria. Moscou organizou duas rodadas de negociações este ano.

    “Não há diferenças entre nós e a Rússia. Nós reconhecemos que a Rússia tem um papel importante e o apoiamos plenamente… Os esforços realizados anteriormente pela Rússia em uma tentativa de reunir alguns dos lados é a direção certa”, disse o diplomata.

    Tags:
    Iraque, Síria, Moscou, Rússia, EUA, Lakhdar Brahimi, ONU, Nações Unidas, Estado Islâmico, terrorismo, responsabilidade, culpa, ataques, bombardeio, crise
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